Londrina faz reunião com dirigentes da SAL
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terça-feira, 29 de dezembro de 1998
Nelson Cilo 
Os dirigentes ainda discutem o futuro do Londrina. O presidente do Conselho Deliberativo do clube, Antonio Amaral, admite que as negociações avançaram um pouco mais na reunião de ontem à tarde entre ele e o presidente da Sociedade Amigos do Londrina (SAL), Marcos Alexandre Domingues. O diretor da SAL, Fábio Scaff, também participou do encontro. Os três voltam a conversar hoje, às 10 horas, no escritório de Amaral.
Amaral, Domingues e Scaff procuram viabilizar a rescisão do atual contrato da SAL, que tem poderes legais para comandar o clube até o ano 2000. As conversações evoluíram, disse Amaral, referindo-se aos contatos iniciados no último sábado.
A primeira tentativa fracassou. Amaral sugeriu a extinção pura e simples da SAL. Scaff passaria a atuar como uma espécie de homem forte do futebol do Londrina. Ele recusou porque precisaria assumir as dívidas da SAL, que alcançariam entre R$ 500 mil e R$ 600 mil. A metade corresponderia ao que Domingues teria investido no clube. Scaff teria entre R$ 150 mil e R$ 200 mil a receber.
Ontem, surgiu uma segunda alternativa: a SAL deixaria o Londrina. Scaff e Domingues seriam ressarcidos das importâncias comprovadamente gastas no clube, mas através dos passes de alguns jogadores dos juniores, especialmente o zagueiro Edmar, emprestado ao Botafogo do Rio.
O dinheiro seria proporcionalmente repassado quando os atletas tivessem os passes negociados. Amaral já solicitou ao supervisor do Departamento Amador, João Severo, um levantamento detalhado dos preços dos passes para submetê-los a uma avaliação realista. Também pediu uma lista minuciosa das dívidas do Londrina, especialmente aquelas que envolvem questões trabalhistas. Antes de mais nada, queremos levantar todos os problemas que estão prejudicando eventuais parcerias, afirma Amaral.
O presidente do Conselho Deliberativo conta que vários empresários pretendem investir no Londrina, mas aguardam um levantamento da situação financeira do clube. O próximo passo, revela Amaral, é entregar o clube a um novo grupo que começaria a administrá-lo a partir de janeiro. É importante estabelecer um acordo que não prejudique nenhum lado.


