Desde 1991, quando o ex-tenista Miguel Rosa ingressou no circuito universitário norte-americano, as portas de várias universidades dos Estados Unidos se abriram para outros atletas do Londrina Country Club, a equipe da cidade que mais mandou tenistas para aquele país. Depois dele foram mais 12 atletas, sete homens e cinco mulheres, todos formados no Country. Além deles outro londrinense, Ciro Nishiyama, do Canadá Country Clube, também teve sua experiência na terra de Pete Sampras e Andre Agassi.
Depois de um tempo sem ter uma grande quantidade de atletas indo jogar fora do País, este ano o Country mandará de uma só vez cinco tenistas: Gustavo Hoewell, Rafael Garcia, Mariana Paringer Pagan e Leonardo Locatelli, todos de 17 anos, além de Leandro Calixto, 20. Nenhum deles sabe ainda por qual universidade irá jogar, mas até agosto, quando inicia o ano letivo nos Estados Unidos, sairão as definições.
Os que completarem 18 anos depois de agosto somente poderão se matricular em janeiro de 2007, uma vez que as universidades de lá exigem idade mínima de 18 anos. A única do grupo que já tem convite certo de duas instituições é Mariana Pagan, que recebeu propostas da Norfolk University, da Virginia, e da LSU, da Louisiana. Ela é a única da equipe que pensa em estudar ciências exatas engenharia civil. Os demais pretendem seguir cursos voltados às áreas de administração e economia. Leonardo quer estudar ''business'' (negócios) e os outros três, relações exteriores.
Rafael Garcia e Gustavo Hoewell viajarão antes, em março, para aprimorar o inglês e treinar com a equipe da Universidade de Old Dominiun, no Estado da Virginia. O inglês dos tenistas precisa estar afiado, pois a proficiência no idioma é pré-requisito para se garantir vaga em qualquer universidade norte-americana. Todos precisam ser aprovados antes nos exames do Toffel e do SAT específicos da língua inglesa.
Como a cidade de Londrina já provou ser uma ''ponte'' para se ingressar no circuito americano, dois desses cinco atletas que viajarão aos Estados Unidos vieram de longe para aprimorar aqui sua técnica. Leandro Calixto e Rafael Garcia são de Porto Velho (RO) e vieram para Londrina por já conhecerem a estrutura de treinamento do Country.
''Eu vim primeiro. Estou aqui há uns três anos e resolvi convidar o Leandro porque aqui as chances de arrumarmos uma boa universidade são maiores'', conta Rafael. Leandro, que treinava no Sesi/Tênis Clube, de Porto Velho, está há apenas dois meses em Londrina e já sentiu a diferença: ''A estrutura lá era boa, mas aqui os técnicos são mais capacitados'', compara.

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