Londrina estuda parceria com sócio-torcedor
Áureo Nogueira
De Londrina
A diretoria do Londrina estuda um projeto de parceria com o torcedor. O assunto foi tratado numa reunião realizada ontem entre o presidente, José Carlos de Castro Costa (Zé Café), o vice, Agostinho Garrote, o coordenador-Geral, Célio Guergoletto, e o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Amaral. Ainda não temos nada definido. A proposta foi discutida na reunião e, agora, vamos aprofundar os estudos e definir o projeto, disse Célio Guergoletto à Folha.
De acordo com o coordenador-Geral, o sócio-torcedor contribuiria mensalmente com um valor que pode variar de R$ 30,00 a R$ 60,00 e teria todos os direitos de sócio (para utilização da sede social) e, ainda, acesso franqueado aos jogos cujo mando seja do Londrina e, principalmente, participação no faturamento de venda de passe de jogadores do clube até um percentual também ainda não definido.
É apenas uma proposta. Mas se não derem certo os contatos para uma parceria empresarial, a saída da crise para o Londrina só poderá ser através do torcedor. O projeto não é ambicioso e todos poderiam sair ganhando. É a forma de a cidade manter o seu principal representante em atividade, destacou Guergoletto.
A reunião de ontem tratou também do processo de sucessão no clube. Ficou praticamente acertado que Zé Café, Garrote e Amaral continuam na Presidência, Vice-Presidência e Presidência do Conselho Deliberativo. Quanto à coordenação-Geral, Guergoletto reiterou que só fica se a administração do futebol for profissionalizada.
Mas não vamos abandonar o barco. Praticamente exigimos que Zé Café lançasse chapa nas eleições e não vamos deixá-lo só. Eu, pessoalmente, só fico num esquema profissionalizado. Mas antes de sair, quero deixar a casa em ordem, disse.





