O meia Thalis chegou ao Londrina para oferecer justamente o que faltava ao elenco na disputa da Série B: um articulador de origem. Com características de camisa 10, assumiu a função assim que ficou à disposição do técnico Allan Aal e não saiu mais do time. Foi titular nos jogos da Copa do Brasil contra Manaus e Operário, e na Série B contra o Novorizontino. Depois de seis anos no futebol europeu, com passagens por clubes de Portugal e da Bulgária, desembarcou no LEC ainda pouco conhecido do grande público, mas com a confiança da diretoria para comandar o meio-campo alviceleste.

Thalis contou que recebeu propostas de outros clubes do exterior antes de acertar com o Tubarão, mas que uma conversa com um velho conhecido ajudou a definir seu destino.

“Eu não hesitei quando surgiu a proposta do Londrina. Joguei com o (Maurício) Mucuri na Europa e perguntei sobre o clube. Ele falou muito bem. Tive outras propostas de fora, mas meu empresário me informou dessa oportunidade e aceitei na hora. Era uma chance muito boa de voltar ao Brasil, disputar uma Série B e representar um grande clube”, afirmou o meia, que será titular na quarta-feira (1º), diante do Goiás, pela 2ª rodada da competição.

Mesmo contratado para ser o armador da equipe, Thalis pondera que o “camisa 10” clássico já não existe mais, percepção que se consolidou durante sua passagem pela Europa.

“Esse 10 que existia antigamente no futebol brasileiro e mundial mudou muito. Venho de seis anos na Europa, onde o estilo de jogo é diferente. Busco me adaptar ao modelo da equipe e às ideias do treinador. Tenho características de 10 porque atuei assim antes de ir para fora, e estou aqui para ajudar com gols e assistências. A cada jogo me sinto melhor fisicamente e tecnicamente”, explicou.

Sem atuar por meses em seu último clube, o CSKA 1948, da Bulgária, ele admite que ainda busca o melhor ritmo. “Fiquei um período sem jogar e a gente perde parte da condição física e o contato com a bola. Quero estar 100% o mais rápido possível.”

O jogador de 30 anos também valorizou a experiência internacional. Defendeu Oliveirense e Leixões, em Portugal, e depois o CSKA 1948 antes de acertar o retorno ao Brasil. No país, além do Atlético-MG, onde foi revelado, passou por Desportivo Brasil-SP, Boa Esporte-MG e Coimbra-MG.

“Na Europa o futebol é mais rápido e mais estudado. O brasileiro tem muita qualidade, bons treinadores, trabalha bem a parte tática, mas é mais agressivo e mais forte. Tudo é questão de adaptação. Estou voltando agora e espero estar 100% para ajudar o Londrina.”

Versátil, Thalis se coloca à disposição para exercer outras funções se necessário. No Brasil, sempre atuou como 10, mas na Europa jogou em praticamente todas as posições do meio para a frente.

“Aqui atuei como 10, mas lá fora joguei em várias funções, até pelas beiradas. No Leixões fui atacante e fiz dez gols em uma temporada. Mas minha posição é meia, sou 10, e quero ajudar com essas características”, disse.

No Londrina, Thalis iniciou sua passagem sem concorrência direta pela vaga. Agora, para a Série B, terá como reserva imediato o jovem Caio Rafael, que voltou de empréstimo ao Linense após disputar a Série A2 do Paulista. Allan Aal chegou a declarar mais de uma vez que gostaria de ter outro atleta para disputar a posição no setor, mas a janela de transferências fechou na sexta-feira (27) e o clube não trouxe novos reforços para a função.

Com Thalis em campo, o Londrina enfrenta o Goiás na quarta-feira (1º), às 19h, pela 2ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A partida marca o retorno do Tubarão ao Vitorino Gonçalves Dias (VGD), que receberá a estreia do novo gramado.

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