PM aponta riscos e defende repensar uso do VGD para jogos do LEC
Brigas entre torcedores da Falange Azul e de torcedores organizados do CSA gerou comunicado da corporação
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de julho de 2025
Brigas entre torcedores da Falange Azul e de torcedores organizados do CSA gerou comunicado da corporação

Após uma sequência de confusões registradas antes, durante e depois da partida entre Londrina e CSA, no último sábado (26), o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Ricardo Eguedis, defendeu a reavaliação do uso do estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) para partidas profissionais.
Presente no evento, o oficial avaliou que a estrutura urbana da região, somada às limitações físicas do estádio. Segundo ele, isso “dificulta a atuação das forças de segurança e expõe torcedores e moradores a riscos”.
“O VGD já recebeu outros jogos nesta temporada sem ocorrências graves, mas o que vimos no sábado foi um alerta. A localização central, as ruas estreitas, a proximidade entre as entradas das torcidas adversárias e a fragilidade das barreiras internas são pontos críticos. Há ainda a Maternidade Municipal ao lado: qualquer ação com gás lacrimogêneo, por exemplo, pode afetar um ambiente hospitalar sensível. Tudo isso precisa ser repensado”, diz a nota do 5º Batalhão da Polícia Militar, enviada pelo tenente Emerson Castro no grupo de Comunicação Social da corporação. A ação foi batizada de Operação Futebol.
As declarações vieram após diversos episódios de violência. O primeiro confronto foi registrado ainda durante a escolta da torcida visitante, na avenida Leste-Oeste, quando membros da Falange Azul emboscaram o comboio que levava torcedores do CSA. A operação também identificou tentativas dos visitantes de burlar o esquema de segurança. Apesar do ofício prever apenas três veículos e revista coletiva em frente ao batalhão, cerca de 40 torcedores chegaram por conta própria e exigiram novas abordagens emergenciais.
Durante o jogo, por volta das 20h, houve queima de fogos com estampido na sede da Falange Azul, o que é proibido pela Lei Municipal nº 13.585/2023. Ao fim da partida, os confrontos se intensificaram. A torcida mandante se espalhou pelas ruas do centro para emboscar os rivais, com um dos episódios mais críticos ocorrendo na rua Maranhão. De acordo com a PM, havia torcedores de Coritiba e Maringá infiltrados na torcida do CSA, devido a alianças entre organizadas, fator que, segundo a corporação, ampliou os confrontos.


Matheus Camargo
Repórter de Esportes, com foco no Londrina Esporte Clube.


