Malucelli diz que LEC não está preparado para seguir sem a SM
Gestor tem reunião hoje com a diretoria para definir se permanece à frente do futebol até o final do ano e critica falta de planejamento do clube: “todo mundo sabia que o contrato iria terminar neste ano”
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quarta-feira, 04 de março de 2020
Gestor tem reunião hoje com a diretoria para definir se permanece à frente do futebol até o final do ano e critica falta de planejamento do clube: “todo mundo sabia que o contrato iria terminar neste ano”
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha
A novela envolvendo a permanência ou não da SM Sports à frente do futebol do Londrina deve ter um capítulo final nesta quarta-feira (4). Uma reunião envolvendo o empresário Sérgio Malucelli e o presidente Felipe Prochet vai selar o futuro administrativo do Alviceleste. O ex-presidente Claudio Canuto também participará do encontro.
O atual contrato de parceria é válido até dezembro, mas desde o ano passado Malucelli tem afirmado por diversas vezes que não cumpriria a gestão até o fim. Em dezembro, um acordo entre as partes manteve a parceria durante o Campeonato Paranaense.
"Em dezembro deixei bem claro que quando terminasse o Paranaense eu iria parar. Para mim isso já estava definido. Voltei agora a pensar novamente na possibilidade de permanecer", afirmou Malucelli, em entrevista coletiva convocada pela SM Sports, na manhã de terça-feira (4). "Não está descartada a hipótese de eu continuar no Londrina até o fim do ano. Vamos definir nesta reunião".
De acordo com o gestor, o principal motivo de repensar a sua decisão de sair antes do fim do contrato é a dificuldade do clube em conseguir manter o departamento de futebol de forma independente. "O Londrina não está preparado para isso e deveria ter se preparado há muito tempo. Todo mundo sabia que este ano o contrato iria terminar e que poderia ser renovado ou não. Teria que estar preparado e não está", criticou o gestor. "Quando nós sairmos daqui as dificuldades serão muito grandes. Inclusive, vários jogadores já vieram me procurar e afirmaram que não têm interesse em ficar se a parceria for encerrada".
Durante a entrevista coletiva, Sérgio Malucelli mais uma vez reclamou das dificuldades financeiras em 2020 e da falta de patrocinadores e apoio para a manutenção da equipe. O dirigente criticou o presidente Felipe Prochet e afirmou que vários pontos do acordo firmado em dezembro não estão sendo cumpridos pelo LEC.
"Tinha combinado uma coisa com o Felipe quando eles estiveram lá em Curitiba, o Felipe e o Claudinho (Canuto), e não foi cumprido tudo que combinamos. São coisas internas que nós temos que decidir entre nós mesmos e é melhor não expor para não ficar aquele falatório. Espero esclarecer isso na reunião", frisou. "De qualquer forma, deixei claro para o Felipe que independentemente de eu ficar ou não, deixaria o time montado até o final do ano".
A FOLHA procurou o presidente Felipe Prochet e o LEC, mas as partes preferiram não se pronunciar. No encontro de dezembro, o Londrina se comprometeu a auxiliar financeiramente o gestor na manutenção da equipe durante o Estadual. O clube repassou ao parceiro R$ 120 mil e, em troca, assumiu a administração das seis partidas da equipe como mandante na primeira fase do Paranaense. Com exceção do confronto contra o Coritiba, todas os outros quatro jogos disputados até aqui no estádio do Café deram prejuízo, que neste caso é de responsabilidade do clube.
Parceria
Apesar de mostrar o desejo de deixar o LEC, Malucelli afirmou que segue trabalhando para buscar um parceiro para o clube. Em recente viagem a Portugal, o gestor manteve vários contatos com possíveis investidores e voltou confiante em relação às negociações.
"Estamos buscando alguma parceria para o Londrina. Não apenas em Portugal, mas em outros lugares também. A recepção foi muito boa e temos três frentes que alguma coisa pode acontecer ainda este ano. O nosso objetivo era que pudesse acontecer antes do Brasileiro e estamos forçando para ver se acontece", comentou.
Malucelli entende que a melhor maneira de atrair investidores é manter a parceria até o final do ano e aliar os pontos positivos do LEC e a estrutura existente no CT da SM Sports. "Sair daqui agora atrapalharia. A saída da SM e sem o CT complica bastante qualquer negociação, seja com clubes ou empresários. Por outro lado, vender o CT com o Londrina é uma coisa, sem ele é outra. Tem um peso muito grande para os dois lados", apontou.
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