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Malucelli defende o encerramento do Paranaense

Gestor do LEC é a favor de oferecer férias aos jogadores em abril e garante que não continua no clube a partir do próximo mês

Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha

O gestor do Londrina, Sérgio Malucelli, declarou ser favorável ao encerramento do Campeonato Paranaense. A competição está paralisada por tempo indeterminado desde o dia 15, em razão da pandemia do coronavírus.

Malucelli defende o encerramento do Paranaense
 

O LEC liberou todos os atletas – profissionais e amadores – e funcionários e tanto o CT da SM Sports quanto o estádio Vitorino Gonçalves Dias estão fechados e sem nenhuma atividade. O Alviceleste havia marcado a volta aos treinos para o dia 1º de abril, mas diante das incertezas os atletas continuam em casa sem prazo para se apresentarem.




“Na minha opinião a melhor saída é encerrar o Paranaense e terminar do jeito que está porque é um campeonato deficitário”, afirmou Malucelli é rádio Paiquerê 91,7. Ele ressaltou que este é o pensamento da maioria dos clubes classificados para a segunda fase do Estadual e que não encerrar a competição só vai trazer ainda mais prejuízo para as equipes.


“Nós temos alguns contratos que vencem até o dia 30 de abril e teríamos que renovar de jogador que não temos interesse que permaneçam. E esta situação é a mesma do Rio Branco, Cianorte, Cascavel, Operário. Os únicos que não têm esse problema são Athletico e Coritiba”, apontou. “Quem não quer o encerramento é a Federação, mas se os oito clubes decidirem, a Federação tem que acatar”.


Diante da crise que atingiu também o futebol e da indefinição de quando será possível voltar às atividades, o gestor alviceleste afirmou que é favorável à antecipação das férias dos jogadores de dezembro para o mês de abril. O Conselho Nacional dos Clubes discute com os sindicatos dos jogadores uma proposta para a cessão de férias no próximo mês e uma redução de salários de pelo menos 25%.


“Estamos aguardando uma definição quanto a isso. A verdade é que está difícil para todo mundo. Os clubes não têm receita nenhuma neste momento e os funcionários não estão trabalhando. Se não encontrar uma forma boa para todos, muitos clubes vão quebrar”, ressaltou Malucelli.


Com a movimentação financeira estagnada no futebol no mundo inteiro, o Londrina viu também as suas possibilidades de negociação com outros parceiros voltarem à estaca zero. “Tínhamos duas reuniões agendadas em Londrina em abril com grupos que estávamos negociando e a chance era grande de acerto. Foi tudo cancelado e agora teremos que começar do zero novamente e, certamente, com outros valores”, comentou o empresário.


FUTURO

Com pouquíssimas perspectivas a curto e médio prazos, Malucelli voltou a garantir que não irá cumprir o seu contrato com o LEC até o final do ano.


“O prejuízo tem sido muito grande e não tem o porquê de ficar mais 30 dias, sem fazer nenhum negócio e com a possibilidade do prejuízo se estender para maio, junho, já que ninguém sabe quando irá voltar. Eu paro agora em abril e o Londrina terá que se virar sozinho”, concluiu.

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