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LEC sugere que fase final do Paranaense seja disputada em Curitiba

Clube protocolou documento na Federação e propôs jogos com portões fechados e com intervalos de 66 horas

Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha

O Londrina protocolou um documento na Federação Paranaense de Futebol sugerindo que a fase final do Campeonato Paranaense seja disputada toda em Curitiba. O ofício foi assinado pelo presidente Felipe Prochet e tem o apoio também do gestor Sérgio Malucelli e de alguns clubes consultados pela FOLHA.

"O Londrina terá time para colocar em campo", garantiu Felipe Prochet
"O Londrina terá time para colocar em campo", garantiu Felipe Prochet | Gustavo Oliveira/LEC
 

O Estadual está paralisado desde o dia 15 de março, em razão da pandemia do coronavírus, e não tem previsão de retorno. Diante deste cenário, o dirigente Alviceleste ressaltou na carta que a realização de todas as partidas em uma sede única, com portões fechados, ajudaria na logística das equipes e no cumprimento das regras sanitárias e de saúde para evitar a contaminação pela Covid-19.




“Levando em conta o lado comercial é importante para todos que o campeonato termine em campo. Dos oito classificados, três são de Curitiba e ainda tem o Operário e o Rio Branco, que estão próximos. Sugerimos que a Federação busque parcerias para que Londrina, Cianorte e FC Cascavel fiquem em Curitiba durante a fase final, que acreditamos que possa ser disputada em duas semanas”, frisou Felipe Prochet.


O LEC ressaltou ainda que Curitiba tem quatro estádios em condições de abrigar os jogos – Arena da Baixada, Couto Pereira, Vila Capanema e Ecoestádio – e sugeriu que as partidas sejam disputadas em intervalos de 66 horas, para agilizar o fim da competição.


“A alternativa é muito interessante e como teremos mesmo que terminar o Paranaense, entendo que a ideia é boa”, endossou o gestor Sérgio Malucelli.


Para Felipe Prochet, mesmo com todos os jogos em Curitiba não haverá grandes prejuízos técnicos para as equipes de fora, já que as partidas seriam todas disputadas sem a presença de público.


“Claro que o torcedor quer que seu time jogue em casa, mas todos já sabem que quando as competições voltarem serão com portões fechados. E, claro, que o confronto entre Londrina e Atlhetico, por exemplo, não teria os dois jogos na Arena. Faria uma partida em outro estádio. É uma questão de bom senso”, pontuou.


O presidente do Cianorte, Lucas Franzato, admitiu que a alternativa apresentada pelo LEC vale ser discutida até porque a Federação Paranaense ainda não ofereceu nenhum caminho para a sequência da competição. “Sem público, você gera entretenimento pra quem está em casa ficar em casa, diminui o ciclo do campeonato, os deslocamentos e riscos e a competição termina dentro de campo”, apontou o dirigente.


FEDERAÇÃO

O presidente da FPF, Hélio Cury, afirmou que a preocupação da entidade é cumprir o regulamento e terminar a competição dentro de campo. “A sugestão pode ser analisada, mas é complexa. A segunda fase é disputada em jogos de ida e volta e não é do nosso interesse mudar a regra do jogo. Há muitos compromissos com torcedores, sócios, com quem comprou o pacote de transmissão”, ressaltou. “Acredito que como precisamos de apenas mais seis datas vamos conseguir encerrar dentro do que prevê o regulamento”.



“O Londrina VAI CONSEGUIR COLOCAR UM time em campo”

O presidente do Londrina, Felipe Prochet, afirmou que neste momento de indefinição no futebol as negociações sobre a continuidade ou não da parceria com a SM Sports estão paralisadas. O contrato vigente é válido até dezembro. O gestor Sérgio Malucelli tem reiterado em diversas entrevistas nas últimas semanas que deixará o comando do futebol alviceleste em maio e não ficará para o Campeonato Brasileiro.


“Não houve nenhum posicionamento oficial do parceiro e não fomos notificados pela SM Sports sobre esta possível saída”, afirmou Felipe Prochet. “A partir do momento que a intenção de sair for oficializada, vamos sentar e fazer os acertos, já que há pendências por parte do gestor. E todo acordo que for firmado na rescisão contratual terá a anuência da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho”.


O presidente alviceleste, no entanto, tranquilizou a torcida sobre o futuro do clube na temporada. “Temos um contrato em vigor de responsabilidade sobre o futebol. Mas se a parceira sair, o torcedor pode ficar tranquilo que o Londrina vai conseguir colocar um time em campo”, garantiu.




Sobre as negociações com grupos estrangeiros interessados em gerenciar o futebol do LEC, Prochet adiantou que em razão da crise mundial todas foram suspensas. “Estes investidores não sumiram do mapa. Eles existem, mas as conversas estão em stand-by. No momento adequado elas serão retomadas, mas certamente com valores diferentes em razão de tudo que estamos vivendo”, apontou. 

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