LEC não descarta "tapetão" para reverter rebaixamento
Em entrevista coletiva ao lado do atual e futuro presidente do clube, Malucelli levantou a hipótese de acionar STJD se o Londrina terminar Série B com diferença de pelo menos três pontos do Figueirense
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de novembro de 2019
Em entrevista coletiva ao lado do atual e futuro presidente do clube, Malucelli levantou a hipótese de acionar STJD se o Londrina terminar Série B com diferença de pelo menos três pontos do Figueirense
Rafael Fantin - Grupo Folha 
O Londrina não descarta recorrer ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) para reverter o rebaixamento à Série C do Campeonato Brasileiro. A hipótese foi revelada pelo gestor do futebol do clube, Sérgio Malucelli, que deu uma entrevista coletiva à imprensa ao lado do atual presidente, Cláudio Canuto, e de Felipe Prochet, que assume a cadeira de mandatário do LEC a partir do próximo ano.

Malucelli explicou que se o Londrina terminar a competição em 17º lugar com diferença de menos de três pontos do Figueirense, o clube deve procurar a Justiça desportiva. O clube catarinense teve um W.O na competição na partida contra o Cuiabá em 20 de agosto. O Figueirense perdeu os três pontos pelo placar de 3 a 0 e foi multado em R$ 3 mil.
“Se ficar três pontos de diferença, o Londrina vai entrar no STJD. Já entramos em contato com advogados, mas o time ainda não foi prejudicado, o que seria confirmado com o rebaixamento após o fim do campeonato. Houve mudanças no Estatuto, que antes previa perda de seis pontos por W.O. Hoje, seria melhor nem entrar em campo na última rodada contra o Guarani”, criticou. O Criciúma, que também caiu para a Série C, já havia manifestado o desejo de entrar no STJD, se assumir a 17ª colocação.
Por outro lado, o Figueirense argumenta que o regulamento da Série B afirma que em caso de reincidência por W.O, o time é excluído do campeonato, o que não ocorreu na competição.
DE SAÍDA?
Malucelli também declarou que pode deixar o Londrina, mas que ainda conversa sobre o assunto com Canuto e Prochet. “Estou desanimado e a minha intenção hoje é deixar o Londrina andar com as suas próprias pernas”, afirmou.
O gestor esclareceu que tem uma dívida de R$ 1,5 milhão com o clube e pagaria o valor antes de deixar o futebol do LEC, além da multa contratual, já que a parceria terminaria apenas em dezembro de 2020.
Se a saída for confirmada, Malucelli garantiu que os jogadores da SM permanecem no clube, pois o Londrina não tem nenhum atleta próprio. “O time no papel está montado para o Campeonato Paranaense, independente da SM ficar ou não.” O gestor ainda adiantou que os contratos de Germano e Silvio não serão renovados e que Silvinho Canuto continua no comando para o Paranaense.
Assim que foi eleito, Prochet disse que procurou Malucelli para renovação de mais dois anos de contrato. Ele declarou que acredita que o Londrina ainda não tem condições de administrar o futebol. “O clube nunca andou com as próprias pernas em sua história, sempre teve um grupo por trás. O caminho é a manutenção da SM, mas se sair, o Londrina vai ter que procurar outro parceiro para tocar o futebol até conseguir se manter sozinho”, avaliou.
TORCIDA ORGANIZADA
Malucelli disse que está sofrendo ameaças pelas redes sociais e criticou a principal torcida organizada do LEC. “A Falange Azul tem que acabar. O câncer do futebol é a torcida organizada”, disparou.
Após o rebaixamento, o muro do Centro de Treinamento da SM Sports foi pichado. Segundo o gestor, o ato de vandalismo aconteceu de madrugada, mas o clube procurou a polícia que teria identificado um integrante da torcida organizada pelas imagens das câmeras de vigilância.
O presidente Claudio Canuto chamou as pessoas que fazem ameaças de “marginais”. “São 15 ou 20 na cidade, mas o número de pessoas que apoiam é muito maior. Hoje, o Londrina tem as contas em dia e está com tudo em ordem na Justiça do Trabalho. Vou fazer o maior esforço para o Sérgio (Malucelli) ficar, pois o trabalho realizado nos últimos anos é muito bom.”


