O Londrina saiu de campo no último sábado (26) com um empate contra o Maringá, mas jogou o suficiente para merecer os três pontos em casa. Atrás no placar com menos de um minuto, o Tubarão precisou mudar sua estratégia diante de um adversário que impôs um jogo físico, truncado e de muita disputa no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD).

Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Claudinei Oliveira afirmou que o Londrina foi superior em campo e merecia a vitória. “Tivemos o domínio territorial, criamos algumas boas chances, mas eles se defendem muito bem. O Maringá tem uma forma de jogar bem definida e todo mundo tem dificuldades”, disse.

O técnico ainda reclamou de um possível pênalti não marcado em Vitinho, o que poderia ter mudado o rumo da partida. “Não vou dizer que o árbitro foi mal-intencionado ou quis prejudicar. Às vezes só não teve a convicção e a coragem de dar o pênalti, porque todo mundo que estava no estádio viu que o Vitinho não tinha motivo para se jogar, ele foi agarrado.”

Com sete de nove pontos possíveis, Claudinei acredita que o LEC alcançou uma "marca muito boa" e agora precisa organizar a equipe para o jogo contra o São Bernardo.O desafio será montar o time com pelo menos dois desfalques.

O volante Lucas Marques, que saiu lesionado ainda no primeiro tempo, não deve jogar por “duas ou três rodadas”, segundo o técnico. E o zagueiro Caio levou o terceiro cartão amarelo; a tendência é que Yago Lincoln assuma a titularidade.

“Não ficamos lamentando a ausência. A gente valoriza a presença de quem está em campo. Não tivemos o Pablo em dois jogos e o Cariús está se entregando para caramba, jogou 90 minutos em dois jogos. Uma hora a bola vai entrar”, disse Claudinei, se referindo às várias chances de cabeça do centroavante que levaram perigo ao gol do Dogão - uma delas, aos 39 do segundo tempo. "É administrar o elenco da melhor forma possível e procurar ser justo."

ANÁLISE

Para Claudinei, o gol relâmpago com 19 segundos foi determinante para o jogo. O LEC se preparou para explorar a marcação individual do Maringá, mas sair em desvantagem deixou o time nervoso, fazendo o jogo ficar mais truncado e disputado. Foi uma partida muito diferente daquela que os mais de 7,6 mil torcedores presentes no VGD esperavam.

“Às vezes, tomar um gol com a saída de bola do adversário pode acontecer. Mas, com a própria saída de bola, sofrer um gol da maneira como sofremos é atípico", disse o técnico.

Claudinei ainda elogiou Thauan e Vitinho, que entraram no segundo tempo e mudaram a cara do Tubarão, principalmente com a defesa do time da Cidade Canção desgastada. Sousa e Yago Lincoln, que também saíram do banco, mantiveram o nível do time.

“Eu saí do primeiro tempo não muito satisfeito, achei que poderíamos ter tido um primeiro tempo melhor. No segundo, fizemos as correções, fizemos as trocas e eu saí super satisfeito no final do jogo. Não com o resultado, mas sim com o que a gente entregou e demonstrou diante de um adversário bem difícil, com trabalho consolidado”, frisou.

Para o técnico, a torcida precisa continuar cobrando o time. “Nós temos uma forma de jogar e nosso torcedor não deve aceitar menos do que a gente entrega. O torcedor tem que incentivar e cobrar isso que eles estão fazendo. O dia que o Londrina vier aqui e jogar de qualquer jeito, entrar em campo morno, não tem que aceitar”, afirmou.

PRÓXIMOS JOGOS

O Londrina enfrenta o São Bernardo fora de casa na segunda-feira (5), às 19h30. Claudinei ressaltou que o LEC precisa se preparar para trazer os três pontos para Londrina. O reencontro com a torcida no VGD será no dia 11, um domingo, às 19h, quando o Tubarão recebe o Tombense pela 5ª rodada da Série C.

mockup