Dirceu deixa os gramados e se rende ao Londrina: "Auge de tudo”
Capitão do histórico título de 2014 e com quatro passagens pelo clube, zagueiro pendurou as chuteiras
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quinta-feira, 07 de agosto de 2025
Capitão do histórico título de 2014 e com quatro passagens pelo clube, zagueiro pendurou as chuteiras

Um dos principais zagueiros da história recente do Londrina, Dirceu, de 37 anos, anunciou sua aposentadoria dos gramados. A decisão veio após jogar a segunda divisão do Campeonato Paranaense pelo Patriotas e após o mercado “se fechar”, segundo disse em entrevista à FOLHA
Com passagens por 18 clubes ao longo da carreira, incluindo equipes no Brasil, Portugal e Tailândia, Dirceu não tem dúvidas de que foi no Londrina seu ápice.
"Foi o auge de tudo: pelo tempo, pelo período, pela ascensão desde a Série D, ficando a poucos pontos de um acesso à Série A, que seria marcante...", destacou.
Dirceu defendeu o LEC em 150 partidas e esteve presente em momentos históricos. Foram quatro passagens com a camisa alviceleste, com a conquista do título estadual em 2014, da Primeira Liga em 2017, os acessos da Série D para a C e da C para a B, além de campanhas de destaque na segunda divisão nacional.
A primeira chegada ao clube foi um divisor de águas em sua trajetória. “Era o último ano de contrato com o Coritiba. Conversei com o Sérgio (Malucelli) e as coisas conspiraram de forma positiva. Eu precisava de uma afirmação. Era uma promessa que não se concretizou no Coritiba, e essa parecia a oportunidade ideal”, relembrou.
Depois de se destacar, Dirceu teve rápida passagem pelo Paysandu e assinou contrato com o Goverla FC, da Ucrânia, onde, no entanto, não chegou a atuar.
“O sonho de jogar na Europa não se concretizou. Mas quando as coisas não acontecem, Deus cuida de tudo. O Sérgio mostrou interesse no meu retorno, e no último dia de inscrição conseguimos acertar”, contou, lembrando que a publicação do contrato ocorreu apenas duas horas antes do encerramento do prazo da Federação Paranaense.
De volta ao Londrina, assumiu a braçadeira de capitão após a saída de Germano e conduziu o time em uma arrancada marcante no Estadual.
“O Tencati disse que precisava de um capitão. Me coloquei à disposição. Tivemos uma ascensão nos jogos finais, a semifinal contra o Athletico e a final contra o Maringá. Eram muitos anos sem títulos”, afirmou.
Em 2017, já pelo Figueirense, Dirceu enfrentou o Londrina pela Primeira Liga. Meses depois, foi procurado pelo clube e retornou para mais uma conquista.
“Joguei contra o Londrina e depois voltei. Tivemos grandes jogos: contra o Fluminense, fomos superiores; contra o Cruzeiro, empate histórico, com drama nos pênaltis. Bati o último e fiz o gol. Contra o Atlético-MG, me lesionei durante o jogo, mas o Tencati pediu que eu ficasse para cobrar o pênalti. Marquei de novo. Fomos coroados”, contou.
Em 2023, Dirceu ainda brilhou pelo Caxias, liderando a equipe no acesso à Série C. Neste ano, defendeu o São Joseense no Estadual, sendo um dos pilares da campanha de recuperação que levou o time da lanterna à vaga inédita na Série D.
Mas a decisão de parar também veio por motivos pessoais. “O tempo é implacável. No Paranaense, tive um bom desempenho no São Joseense, mas tive problemas familiares, o falecimento da minha sogra, e optei por ficar mais tempo em Curitiba. Eu já não estava disposto a pagar o preço de sair. O esforço que antes era prazeroso começou a pesar. Entendi que era hora de parar”, concluiu o ídolo alviceleste.


Matheus Camargo
Repórter de Esportes, com foco no Londrina Esporte Clube.


