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Capitão de 92 diz que críticas ‘ajudaram’ após 10 empates seguidos

Ex-zagueiro Márcio Alcântara relembra à FOLHA sequência histórica na campanha do título e dá receita para o LEC superar má fase

Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha

A campanha sem vitórias e de seis empates consecutivos no Campeonato Paranaense logo traz no pensamento do torcedor do Londrina o Estadual de 1992, quando o clube também teve uma longa sequência de empates e mesmo assim foi campeão.

 

Capitão de 92 diz que críticas ‘ajudaram’ após 10 empates seguidos
Gina Mardone/16-12-2017
 


O 0 a 0 com o Toledo na quarta-feira (21) manteve o Tubarão sem triunfo no atual Paranaense após seis rodadas e em uma posição incômoda na tabela de classificação. É apenas o sétimo colocado e terá mais cinco jogos para finalizar a sua participação na primeira fase.


Na campanha de 1992, o Londrina acumulou dez empates consecutivos entre a quarta e a 13ª rodadas da primeira fase. O Tubarão empataria ainda outras cinco vezes na competição de um total de 30 partidas.


O ex-zagueiro Márcio Alcântara, capitão do time naquela conquista, lembra que o elenco sofreu muita cobrança da torcida e da imprensa pela sequência de igualdades, mas ressalta que a pontuação do empate não tinha uma diferença tão grande para a vitória como hoje, já que naquela época o vencedor somava 2 pontos.


“Por isso, tínhamos um pensamento muito claro no elenco que se não desse para ganhar, o importante era não perder. E sabíamos exatamente do total de pontos que precisávamos para nos classificar”, frisa Alcântara.


O Londrina chegou até a segunda fase e passou para a semifinal após se garantir em um quadrangular com Paraná Clube, Operário e Cascavel. O capitão de 1992 relembra que o elenco tinha vários jogadores formados na base e outros bastante experientes como Tadeu, João Neves e Cláudio José.


“O nosso time era muito unido e queria ganhar demais. Isso ajudou a sair desta fase. Tínhamos o respaldo da diretoria e o Varlei (Carvalho) conversava muito conosco e sabia mexer com o brio dos jogadores”, comenta. “Tínhamos um contato direto com o torcedor nos treinos, na rua e a cobrança vinha mesmo. Mas isso também acabou ajudando o time”.


Sobre o atual time, Márcio Alcântara acredita que o Londrina é uma equipe muito previsível e que tem sofrido com o mau momento técnico e físico de alguns atletas. “Contra adversários fechados, como o Toledo, você precisa ter variação de jogadas e a gente não vê isso. O Londrina é um time muito lento e que erra passes em demasia”, aponta. “Mas ainda acredito que o time consiga a classificação”.


O LEC tem mais 15 pontos em disputa e a projeção é que sejam necessários mais sete ou oito pontos para se classificar. Em 2020, o Paraná Clube avançou para a segunda fase do Estadual como o oitavo colocado com 13 pontos.


Reforços

O Londrina está acertando a chegada de mais um atacante para o restante da temporada. O centroavante Salatiel, 28 anos, será anunciado nos próximos dias como reforço. O jogador está se desligando do Náutico e deve assinar contrato com o LEC de dois anos. Em 2020, Salatiel atuou pelo Remo na Série C e marcou cinco gols.


O atacante Tiago Orobó já está no CT e será oficializado como reforços ainda esta semana. O jogador chega por empréstimo do Fortaleza.


Paranaense

Dois jogos foram disputados na tarde de quinta-feira (22) pelo Campeonato Paranaense. Na Arena da Baixada, o Athletico somou os seus três primeiros pontos ao vencer o Cascavel CR por 3 a 1. O londrinense Jadson marcou um dos gols do rubro-negro. No estádio Olímpico, o líder FC Cascavel ficou no 1 a 1 com Cianorte e agora soma 14 pontos.


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