O Londrina viu seu desempenho cair nas últimas rodadas da Série C. Desde a vitória sobre o Brusque (SC), que garantiu de forma antecipada a classificação para o quadrangular do acesso, o time não venceu mais: foram três empates e uma derrota. A sequência derrubou o aproveitamento de pontos do Tubarão para 50,9%, índice geral que fica abaixo de 18 dos últimos 20 clubes que conquistaram o acesso à Série B nos últimos cinco anos.

Levantamento da FOLHA mostra que, entre os times que subiram desde 2020, apenas o Remo, em 2024, e o Vitória, em 2022, tiveram desempenho inferior ou semelhante ao atual do Londrina. O Remo entrou no quadrangular na última rodada da primeira fase, como oitavo colocado, e conseguiu o acesso com três vitórias em casa e três derrotas na fase decisiva, fechando aquela Série C com 46,7%. Já o Vitória conquistou a vaga em 2022 com 50,7% de aproveitamento e, vale destacar, hoje está na Série A do Campeonato Brasileiro após ser campeão da Série B em 2023.

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Outras equipes conseguiram subir mesmo com números próximos ao do Londrina. O Paysandu, em 2023, garantiu o acesso com 52% dos pontos; o Tombense, em 2021, e o Brusque, em 2020, com 52,9%; além do próprio Londrina, também em 2020, quando conquistou o acesso ao derrotar o Remo fora de casa na última rodada, chegando também a 52,9%.

Roger Silva

Entre os treinadores, Roger Silva, hoje no comando do Londrina, carrega um histórico expressivo. Ele foi o técnico do Athletic-MG em 2024, quando a equipe mineira subiu com o melhor aproveitamento registrado nos últimos cinco anos: 66,7%. O mesmo percentual foi alcançado pelo Novorizontino em 2021. No mesmo ano, o Ituano também conseguiu o acesso com alto rendimento, de 64%, fechando o top-3.

Mudança de regulamento

Desde 2022, a primeira fase da Série C passou a ser disputada em turno único, e a campanha inicial nem sempre se reflete no quadrangular. Naquele ano, por exemplo, dos times que fecharam a primeira fase no G4, apenas o Mirassol, líder da fase classificatória, confirmou o acesso. Botafogo-SP (5º), ABC (6º) e Vitória (7º) também subiram, mostrando que terminar entre os quatro primeiros não foi garantia de sucesso.

Em 2023, o cenário foi diferente: três dos quatro promovidos estavam no G4 (Operário, 1º; Amazonas, 3º; e Brusque, 4º), além do Paysandu, que terminou em 7º. Já em 2024, dois dos classificados estavam entre os quatro primeiros (Athletic, 2º; Ferroviária, 3ª). Os outros dois, Volta Redonda (5º) e Remo (8º), chegaram à Série B após campanhas de recuperação. Assim, nos últimos três anos, dos 12 clubes que conquistaram o acesso, metade terminou a primeira fase fora do G4.

Antes de 2022, a Série C era disputada em dois grupos regionalizados, com dez equipes em cada.

Aproveitamento das últimas 20 equipes que subiram para a Série B (2020–2024):

2024: Athletic (66,7%), Ferroviária (61,4%), Volta Redonda (61,4%), Remo (46,7%)*

2023: Brusque (58,7%), Amazonas (58,7%), Operário (57,4%), Paysandu (52%)

2022: Mirassol (60%), ABC (57,4%), Botafogo-SP (56%), Vitória (50,7%)*

2021: Novorizontino (66,7%), Ituano (64%), Criciúma (54,3%), Tombense (52,9%)

2020: Vila Nova (57%), Remo (57%), Brusque (52,9%), Londrina (52,9%)

*Aproveitamento menor que os atuais 50,9% do Londrina.

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