Roberto Fonseca foi mal em sua reestreia no Tubarão ao apostar em reforços que jogaram abaixo da média em Salvador
Roberto Fonseca foi mal em sua reestreia no Tubarão ao apostar em reforços que jogaram abaixo da média em Salvador | Foto: Tiago Caldas/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Após a goleada por 4 a 0 sofrida para o Bahia na quinta-feira (18), só um milagre no jogo de volta da próxima quinta (25) no Café para colocar o Londrina nas oitavas de final da Copa do Brasil. Além de ter sido a pior derrota alviceleste no ano, o revés expôs os problemas do Tubarão faltando pouco mais de uma semana para a estreia na Série B do Campeonato Brasileiro, no dia 28, contra o CRB, em Maceió.

Este ano, dos sete jogos contra times das séries A e B, o Londrina ganhou apenas um – e mesmo assim, na derrota por 4 a 1 no Paranaense, o time B do Athletico utilizou poucos atletas inscritos para a Libertadores, já que teria compromisso pelo torneio continental dois dias depois. No mais, o LEC empatou com Coritiba, Operário e Paraná e perdeu para coxas-brancas e paranistas e para o Bahia.

A vitória sobre o time de aspirantes do Athletico foi a última do Londrina. Nas últimas três partidas, somou um empate e duas derrotas. Nesses jogos, tomou nove gols, uma média preocupante de três por partida.

MÁ REESTREIA

Contra o Bahia, o técnico Roberto Fonseca reestreou no comando do Tubarão, e foi mal ao tentar dar sua “cara” ao Londrina. As quatro novidades que promoveu em relação ao time que vinha jogando no Paranaense (comandado por Alemão) foram os piores jogadores em campo em Salvador. O zagueiro Wallace Acioli falhou em vários lances, o lateral-esquerdo Neuton perdeu a maioria das disputas no seu setor, Dagoberto mostrou que ainda está sem ritmo de jogo, e Paulinho Moccelin, expulso no final do primeiro tempo, deixou o LEC com um a menos durante mais da metade da partida.

Já no retorno da delegação a Londrina, o técnico Roberto Fonseca reconheceu que a expulsão fez o time “sofrer” durante o restante do jogo, mas evitou responsabilizar diretamente o atacante pela derrota. “Claro que foi uma atitude impensada, mas não podemos jogar a culpa em um atleta”. O treinador também negou que as mudanças que promoveu no time teriam provocado o desentrosamento que culminou nas falhas defensivas contra o Bahia. “Não houve desentrosamento, é claro que as falhas vão refletir na defesa. Tudo é questão de ajuste, temos que melhorar. Tomamos nove gols nos últimos três jogos. Temos que detectar o todo que está acontecendo”, disse. Sobre a enorme desvantagem para o jogo da volta, Fonseca evitou entregar os pontos. “Temos que ver qual vai ser nosso foco. Temos um time de qualidade pela frente, mas precisamos trabalhar porque temos uma camisa para representar”, disse.

mockup