O técnico Allan Aal dividiu a responsabilidade com todo o elenco após a derrota do Londrina por 2 a 1 para o Atlético-GO, no domingo (12), em Goiânia. Mesmo ocupando a lanterna da Série B até então, com três derrotas em três jogos, o time goiano deu poucas chances ao Tubarão e poderia ter construído um placar mais amplo. Houve bolas na trave, intervenções importantes do goleiro Kozlinski e finalizações do Dragão desperdiçadas dentro da área.

Aal admitiu que a atuação foi uma das piores desde que assumiu o comando. “Entramos passivos. Tentamos incendiar o vestiário, mas pagamos um preço alto. Tecnicamente, fomos muito abaixo. Foi a nossa pior partida na Série B, uma das piores desde minha chegada. A cobrança recai sobre o treinador, mas a responsabilidade é de todos. Assumo minha parcela nas decisões e substituições, mas a execução depende das escolhas do atleta com a bola nos pés”, declarou, ao comentar os erros individuais.

O treinador afirmou que os gols sofridos, marcados por Guilherme Lopes e Léo Jacó, do Atlético-GO, foram consequência de falhas técnicas e que a equipe levou o segundo gol justamente quando demonstrava “uma melhora” em campo. “O Atlético-GO jogou uma decisão, e demoramos para entender isso. Quando competimos de igual para igual e diminuímos o erro técnico, poderíamos ter saído com o empate. Mas entram as decisões individuais, principalmente no segundo gol. Temos que assumir a responsabilidade e saber que a cobrança vai existir. Quando ela vier, precisamos continuar trabalhando, com mais atitude e confiança no que estamos fazendo”, avaliou.

Para Aal, a reação no segundo tempo evidenciou também a oscilação de atitude do Londrina. Ele reforçou que não buscava transferir culpa aos jogadores. “Quando equilibramos, empurramos o adversário para trás, mas isso é pouco. É preciso trabalho, cobrança e, principalmente, personalidade. A Série B exige personalidade. Essa oscilação tem custado caro. Algumas lideranças fazem falta neste momento. Temos que dar moral ao elenco, sem deixar de cobrar. A competição é difícil e equilibrada. Se você não competir, qualquer adversário pode te vencer. Sem coragem, competitividade e qualidade técnica, o time sofre demais”, afirmou.

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“Fica fácil direcionar a culpa”

Allan Aal insistiu na necessidade de maior comprometimento dos atletas e ressaltou que o grupo, por ser jovem, precisa demonstrar personalidade nas decisões dentro de campo para não cair na tentação de atribuir a responsabilidade a fatores externos. “É um grupo jovem, e precisamos tirar proveito disso. Vestir a camisa do Londrina na Série B é uma oportunidade, e o atleta precisa mostrar que quer aproveitá-la. É trabalho com todos, não apenas com quem está jogando. Tivemos perdas, e o jogador que entra precisa estar pronto. Damos todo o suporte possível, mas o atleta precisa entregar algo a mais”, disse.

O treinador afirmou estar buscando soluções táticas e ajustes na formação, mas reforçou a necessidade de autocrítica interna. “Foi cobrado entre eles. Tem que fazer algo a mais, senão fica fácil direcionar para a diretoria, pedir contratações ou no treinador. Todos sabíamos que começamos com o que tínhamos de melhor. Não estou expondo ninguém nem criticando individualmente. Estou falando do coletivo”, completou.

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