A partida de ida da final do Campeonato Paranaense entre Londrina e Operário, na tarde de sábado (28), terminou empatada sem gols no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa. O confronto que definirá o campeão será no próximo sábado (7), no estádio do Café. Para o técnico Allan Aal, a disputa segue aberta e o Tubarão conta com o apoio do torcedor para conquistar o título. Até este domingo (1º), mais de 17 mil ingressos haviam sido vendidos.

Com o apoio da torcida, o Fantasma tentou pressionar o LEC e investiu em bolas paradas e jogadas aéreas para abrir o placar. Boschilia e Moraes deram dor de cabeça ao time alviceleste, com várias jogadas ensaiadas em cobranças de falta e escanteio. Aos poucos, o Tubarão conseguiu controlar o ímpeto dos donos da casa e se impôs, criando uma chance clara no segundo tempo com Juninho, que parou no goleiro Vágner.

Em entrevista coletiva após a partida, Allan Aal avaliou que o jogo foi competitivo e de poucos espaços. Para o técnico, o LEC melhorou no segundo tempo, conseguiu colocar a bola no chão e passou a atuar de forma mais confortável no Germano Krüger.

“Tivemos algumas dificuldades nas bolas paradas e bolas longas, mas corrigimos isso no intervalo. Vejo que o desgaste físico e mental pesou um pouquinho, a gente conseguiu controlar isso durante a partida. Agora, é se preparar e recuperar bem para esse jogo dentro da nossa casa, que vai ser muito importante com o apoio do nosso torcedor”, destacou.

Segundo Allan Aal, o Operário teve mérito ao se defender quando precisou. Ele acredita que o desgaste da partida da última quarta-feira (25), contra o Penedense-AL, pela Copa do Brasil, acabou pesando para o jogo de ida da final. “Um pouquinho mais de tranquilidade, de equilíbrio e a gente conseguiria chegar com mais facilidade. Mas vejo que criamos boas oportunidades”, acrescentou.

O técnico ressaltou que a entrada de Juninho no lugar de João Tavares, no segundo tempo, foi uma tentativa de “ganhar o jogo” diante de um adversário que já apresentava sinais de desgaste físico após a pressão inicial.

“O Juninho é um jogador que vem se adaptando cada vez mais, vem buscando a melhor performance física, técnica e tática. Chegou há pouco tempo e teve uma boa partida, como foi contra o Penedense, e ficamos felizes por ele, para que tenhamos mais alternativas”, disse.

Allan Aal também destacou o equilíbrio da equipe, que conseguiu neutralizar as ações do Fantasma e manter consistência defensiva sem abrir mão de jogar. “É natural que, por ser a primeira partida, o ímpeto do Operário para abrir o placar fosse muito alto. Conseguimos controlar isso e poderíamos ter aproveitado melhor nossas transições ofensivas”, frisou.

Para o técnico, a decisão com duas equipes do interior paranaense fortalece o futebol do estado e evidencia o tamanho das torcidas. Para a partida de volta, ele mantém o discurso de ter os pés no chão, recuperar os atletas e preservar o estilo de jogo.

“Foi um espetáculo muito bonito, um jogo de decisão em que as duas equipes souberam jogar quando necessário. A cidade [de Londrina] está mobilizada, temos que deixar a euforia para o torcedor e saber que nada está decidido”, ressaltou. “Está em aberto, esperamos uma mobilização muito grande do nosso torcedor e, consequentemente, nossa. Vão ser os 90 minutos mais importantes da temporada até agora.”

FICHA TÉCNICA

OPERÁRIO 0

Vágner; Doka, Cuenú, Miranda e Moraes (Edwin Torres); Índio (Zuluaga), Vinícius Diniz (Neto Paraíba) e Boschilia; Hildeberto (Gabriel Feliciano), Aylon (Matheus Trindade) e Léo Gaúcho. Técnico: Luizinho Lopes.

LONDRINA 0

Kozlinski; Maurício (André), Yago Lincoln, Wallace e Kevyn; André Luiz (Fabiano), Lucas Marques e João Tavares (Juninho); Paulinho Moccelin (Vitor Jacaré), Iago Teles e Bruno Santos (Gilberto). Técnico: Allan Aal.

Árbitro: Lucas Casagrande

Estádio: Germano Krüger

Público: 9.582,00

Renda: R$ 676.530,00

mockup