Allan Aal quer LEC competitivo e diz contar com todo o elenco
Técnico do LEC para a temporada de 2026 foi apresentado oficialmente nesta sexta-feira (2). Estreia será na quarta-feira (7), contra o Operário
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sexta-feira, 02 de janeiro de 2026
Técnico do LEC para a temporada de 2026 foi apresentado oficialmente nesta sexta-feira (2). Estreia será na quarta-feira (7), contra o Operário

O técnico Allan Aal, que chega para substituir Roger Silva no comando do Londrina, foi apresentado oficialmente nesta sexta-feira (2), no estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD). A equipe, que passou por uma profunda reformulação e tem, até o momento, 16 novos atletas, estreia no Campeonato Paranaense na próxima quarta-feira (7), às 19h, no estádio do Café, contra o Operário.
O executivo de futebol do clube, Lucas Magalhães, afirmou que o técnico tem o perfil que o Tubarão precisa no atual momento do projeto.
Atendendo à imprensa, Aal disse que conhece o LEC e que seu objetivo é agregar sua experiência ao projeto da SAF para construir um Tubarão forte nesta temporada. Além do estadual, o Londrina terá a Copa do Brasil e a Série B para disputar nos próximos meses. Diante de um calendário cheio, a ideia é aproveitar o que deu certo no ano passado.
“É óbvio que, no futebol, ninguém pensa exatamente igual, mas precisamos ter a sabedoria de aproveitar muito do que vinha dando certo. Minhas equipes sempre foram equilibradas, competitivas e agressivas em todos os momentos do jogo. É isso que esperamos, e o que o torcedor e o clube também esperam”, afirma o técnico, que diz precisar primeiro se adaptar ao elenco para depois implementar suas ideias.
Mesmo com poucos treinos antes da estreia no Paranaense, Aal avalia que é possível iniciar a competição com o pé direito e evoluir com a equipe no dia a dia. “Procuramos trabalhar em conjunto, trocar ideias e ter as percepções a partir do momento em que a competição iniciar.”
Com apenas seis jogos na fase de grupos do estadual, Aal ressalta que a margem de erro é pequena. “Essa é a realidade que vou passar para os jogadores. Temos que iniciar da melhor forma possível”, afirma, acrescentando que é apenas mais uma “peça na engrenagem” do clube.
Ele disse ter observado jogos do LEC na Série C e que encontrou uma equipe “muito intensa”, com jogadores jovens, que busca ser ofensiva a todo momento. A partir da rotina no vestiário, aponta, ele fará uma análise mais aprofundada do elenco.
“Esperamos ter uma equipe competitiva, aguerrida, que busque resultados e seja equilibrada. Quando falamos de intensidade, muitas vezes olhamos apenas para a parte física, mas a intensidade também é mental, tática e técnica, de jogar o nosso melhor futebol, se possível, durante todo o jogo para que possamos alcançar os resultados.”
O técnico também garante que conta com todos os jogadores do Londrina, justamente porque a competição será de tiro curto, com pouco tempo entre as partidas. “Vamos precisar do elenco todo. Vai ser muito difícil manter a mesma equipe em todos os seis jogos”, adianta. Ele ressalta que o jogador que eventualmente não atuar no início da competição pode iniciar como titular em uma fase mais decisiva.
O objetivo, garante, é colocar em campo um time que saiba se organizar sem a bola e que, com a posse, consiga agredir o adversário. Fora de campo, o técnico valoriza o envolvimento dos atletas no dia a dia e um emocional forte.
EXPERIÊNCIA
Natural de Paranaguá, Aal tem grande experiência na Série B. Antes de assumir o LEC, o técnico comandou o Botafogo de Ribeirão Preto no ano passado. Em 2024, ficou à frente do Guarani, também pela Série B, e do Náutico, quando disputou a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano. Quando ainda era jogador, fez parte do elenco do LEC de 2006.
“Esperamos contribuir da melhor forma possível. Passamos por situações que nos deram muita ‘casca’ e muita experiência para transmitir aos atletas, em momentos que vamos viver na competição”, pontua Aal. “Essa vivência, tanto de resultados positivos quanto daqueles que não foram como esperávamos, nos dá o caminho para saber lidar com as situações que acontecem dentro do vestiário.”
O técnico destaca que tem um dia a dia intenso e é exigente, mas, ao mesmo tempo, procura blindar seus jogadores, dando confiança e direcionando os trabalhos em campo. “Sem confiança, não fazemos nada.”


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.


