Com o orçamento apertado e praticamente sem recursos para oferecer bons salários, o Londrina corre o risco de ficar sem técnico no Campeonato Paranaense, que começa no próximo dia 26. A proposta salarial oferecida pelo presidente Marcelo Caldarelli aos treinadores Itamar Belasalma e Joaquim Violin, os mais cotados para comandar a equipe na competição, parece que não ter sido suficientemente boa a ponto de seduzir nenhum dos dois. Tanto Belasalma quanto Violin, que ontem mantiveram contato com Caldarelli por telefone, se mostraram satisfeitos com a lembrança de seus nomes, mas acabaram se esquivando. ‘‘Reconheço que o salário não é dos melhores, mas é o que o Londrina pode pagar no momento. Não adianta prometer uma coisa e depois não cumprir’’, desabafou o presidente.
O técnico Itamar Belasalma disse em Maringá que chegou a um valor mínimo para trabalhar no Londrina. ‘‘Conversamos muito, mas falta acertar as bases financeiras’’. Belasalma conta que já teve pelo menos outras cinco propostas para a próxima temporada, três de times paranaenses, mas não chegou a um acerto com nenhum.
Ele disse que gostaria de acertar com o Londrina, onde começou a carreira de técnico, em 1983. ‘‘Conseguimos um bom trabalho na Taça de Prata daquele ano’’. Belasalma adiantou ainda que pretende trabalhar com liberdade, indicando nomes para reforçar o time. Ele diz que está ciente da situação financeira do clube, e já chegou a conversar com Caldarelli sobre a necessidade de contratação de reforços.
O técnico do Paranavaí, Joaquim Violin, disse ontem que também foi procurado pelo Londrina. Ele está montando a equipe que vai defender o Atlético de Paranavaí, e disse que se as bases financeiras forem melhores vai para o Londrina. ‘‘O Caldarelli me ligou durante esta semana mas não acertamos nada até agora’’, disse Violin. Ele adiantou ainda que se acertar com o Londrina não terá problemas para ser liberado pelo Paranavaí.

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