Londrina escolhe parceiro caseiro
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sexta-feira, 05 de julho de 2002
Claudemir Scalone<br> Reportagem Local 
O Londrina anunciou ontem uma solução caseira para garantir a montagem do time que participará da Série B do Campeonato Brasileiro, a partir do 13 de agosto. O empresário Iran Campos, dirigente-mor da Londrina Júnior Team (empresa que administra as categorias de base do LEC e é ex-presidente do clube), encabeçará mais uma vez o grupo que apoiará o Tubarão na competição nacional. A parceria que vinha sendo discutida com os empresários paulistas Juvenal Ferreira e João Vílson Antonini, o Kiko, respectivamente presidente de Osasco (clube da terceirona do Paulistão) e Roma Apucarana (time da segundona do Paraná) foi descartada.
A chamada co-gestão pretende investir R$ 100 mil mensais no Londrina. Parte dos recursos virá do patrocínio de R$ 20 mil/mês da PVC Brazil (empresa do próprio Iran). Outros R$ 20 mil serão levantados com a venda de placas publicitárias. O restante do valor (R$ 60 mil) será completado pelo grupo de apoio. A co-gestão vai até 2003. Os recursos investidos pelos colaboradores serão catalogados para futuro reembolso, sem data determinada.
Os termos da co-gestão não integrarão um contrato formal. ''Vale o fio do bigode'', comparou Iran Campos, destacando a importância de o clube ter fechado um acordo com empresários locais. Ele também espera o apoio do torcedor para que o LEC faça uma boa campanha na Série B. ''Vamos fazer de tudo para o time não ser rebaixado e quem sabe qualificar o time entre os oito melhores'', afirmou.
Os jogadores do clube se reapresentam na segunda-feira, às 8h30, no VGD, para início dos preparativos para a Série B. Eles serão recebidos pelo novo técnico do clube, Ivair Cenci (ex-Grêmio Maringá).
As informações foram dadas pelo presidente do LEC, Osvaldo Sestário Filho, no início da noite de ontem, durante entrevista coletiva, em um hotel da cidade, O cartola explicou ainda o motivo da desistência da parceria com o binômio Roma-Osasco. Segundo ele, os empresários paulistas não concordaram com a cláusula estipulando o investimento mensal de R$ 100 mil no Londrina e rechaçaram ainda bancar todos os encargos do elenco de jogadores e dos funcionários do LEC que seriam cedidos à parceria, além de taxas federativas.


