Na opinião do técnico Varlei de Carvalho, o jogo diante do Náutico, às 16 horas de hoje, no Estádio do Café, sugere dois extremos para o futuro do Londrina: o céu ou o inferno. A vitória ou a derrota do time de Varlei representaria a liderança ou a lanterna do Grupo A da Série B do Brasileiro. Náutico, Remo e Desportiva - seis pontos - ocupam as primeiras posições. Atlético (GO) e Londrina somam quatro. O União, último, tem três pontos na classificação. ‘‘Não tenham nenhuma dúvida de que estamos entre o céu e o inferno. É como se fôssemos disputar uma final da Copa do Mundo’’, compara o treinador.
Embora considere o Náutico favorito, Varlei diz que já sabe como buscar um bom resultado. Antes de mais nada, segundo ele, é preciso respeitar o adversário. ‘‘O Náutico é um time de tradição, que dificilmente perde duas vezes seguidas. É indispensável que a gente marque forte, ocupe bem os espaços e se movimente bastante. Recomendo três coisas aos meus jogadores: sabedoria, inteligência e aplicação tática.’’
A ausência de Valder - expulso em Araras - obrigou Varlei a trocar o habitual esquema 3-5-2, utilizado nas primeiras rodadas, pelo 4-4-2. Trata-se de um modelo mais ofensivo, ao contrário do anterior, que utilizava três zagueiros, dois alas liberados para apoiar, três no meio-campo e dois atacantes.
Uma das novidades é a estréia oficial de Cássio na lateral-direita. Outra: Marquinhos Capixaba, que atuou como ala em três rodadas, entra como meia defensivo, retomando a posição original. Caberá a ele organizar as principais jogadas no meio-campo. O volante China, fixo à frente da zaga, se encarregará do primeiro combate. Beto vai completar o quadrado ao lado de Alemão. No ataque, Mauro e Alaor precisarão rodar constantemente nas imediações da área. ‘‘É bobagem dizer que vamos jogar desse ou daquele jeito. O fundamental é manter o equilíbrio e a naturalidade no toque de bola. Vamos enfrentar a equipe mais forte do grupo, mas não podemos cair em desespero. A derrota deles contra o Atlético Goianiense, em casa, não passou de um tropeço que acontece no futebol. De técnico novo, o Náutico virá muito mais motivado’’, acredita Varlei de Carvalho.
O centroavante Alaor, uma das armas ofensivas do esquema de Varlei, praticamente repete as palavras do técnico e dá um conselho aos companheiros. ‘‘O Náutico merece respeito. Todo cuidado é pouco. Eu nem teria coragem de prometer gols. Só garanto uma coisa: muita luta. Não nos faltará garra. Podem cobrar de mim.’’
Mais ousado, o atacante Mauro, autor do gol da vitória de 1 a 0 diante do União São João, em Araras, aposta na nova fase do Londrina, que conquistou quatro pontos fora de casa nas duas últimas rodadas. ‘‘Quero mandar um recado à nossa torcida: a dupla Mauro e Alaor é sinônimo de bola na rede. Vou marcar meu golzinho.’’
O coordenador-geral do Londrina, Célio Guergoletto, confirmou que, além dos R$ 10 mil prometidos pelo prefeito Antonio Belinati (PDT) aos jogadores, o clube reservou mais R$ 3,8 mil somente para a comissão técnica.
No Náutico, o técnico Edson Ferreira, que substitui o demissionário Orlando Bianchini, não terá dois titulares importantes - Fabinho e Anderson, contundidos - escalando Marcelinho na meia e Marcos Alemão no ataque.
Ele disse que espera um Londrina bastante agressivo desde o início, mas não admite a idéia de usar a retranca. Mesmo assim, Ferreira pretende adotar ‘‘uma forte marcação para explorar os rápidos contragolpes.’’
Na preliminar, às 13h45, Londrina e Portuguesa se enfrentam pelo Paranaense de Juniores.

FICHA TÉCNICA

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