Londrina entra no STJD e pede punição ao Malutrom
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2001
Ana Paula Nascimento<bR>De Londrina 
O advogado e futuro presidente do Londrina Osvaldo Sestário Filho entra hoje com mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, pedindo a manutenção da punição preventiva aplicada ao Malutrom, no último dia 6 de dezembro, pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mantendo-se a punição, a expectativa é que o Londrina tenha maior chance de participar da Copa Sul-Minas, por indicação, já que não haverá tempo hábil para a realização do Torneio Seletivo, e os times do Iraty e União Bandeirante já desistiram da participação do Seletivo.
No mandado, Sestário pede que a pena seja mantida por 30 dias, o que pode impedir o Malutrom de jogar nos dias 27 e 30, na disputa pela repescagem da Série Bdo Campeonato Brasileiro.
Ontem, o Malutrom entrou com o pedido de retirada da ação, na 17 Vara Cível da Comarca de Curitiba, que impetrou na Justiça comum, o que deverá ser avaliado pelo juiz somente na sexta-feira, pois amanhã será feriado no judiciário paranaense.
Segundo Sestário, ontem, o Malutrom usou de ''subterfúgio'' entrando com ação na Justiça comum, desrespeitando a deteminação da CBF que regulamenta que os assuntos referentes a esportes sejam resolvidos no âmbito de STJD. ''Eles usaram de má fé, e a maior prova disso é que agora o Malutrom pediu a retirada da ação para garantir o direito de participar do Sul-Minas, depois que não há mais tempo de realizar o Seletivo''. afirmou.
Amanhã, Sestário também formalizará pedido junto à Federação Parananese de Futebol para que o Londrina seja indicado para a Copa Sul-Minas.
Hoje à tarde, Sestário também participa, em São Paulo, de reunião com integrantes do Clube do Brasil e do Clube dos 13 para o fechamento do Campeonato Brasileiro da Série B. De volta a Londrina, às 19 horas, Sestário participa da posse dos novos integrantes do Conselho Deliberativo do Londrina. Sestário disse que suas prioridades são modernizar a administração do Londrina e iniciar um processo de pagamento das dívidas do clube, que chegam a R$ 6 milhões.


