Mais do que nunca, o Londrina precisa de um bom resultado, às 17 horas de hoje, no Estádio Olímpico de Goiânia, diante do Atlético (GO). Depois de perder do Remo, em casa, o time de Varlei de Carvalho sabe que um novo tropeço na Série B do Brasileiro colocaria em risco até mesmo o atual planejamento do clube. A ordem dos dirigentes e do técnico Varlei de Carvalho ao grupo é uma só: a reabilitação. A derrota contra o Remo surpreendeu a renovada equipe de Varlei e irritou os torcedores.
A matemática de Varlei prevê pelo menos dois pontos nas duas próximas rodadas - na quarta-feira à noite, o Londrina enfrenta o União São João, em Araras. ‘‘É o mínimo que podemos esperar’’, alerta o técnico, que adotará um esquema defensivo na tentativa de surpreender os adversários nos contragolpes.
O sistema 3-5-2, pacientemente ensaiado nos dois coletivos da semana, prevê três zagueiros: Valder (líbero), Ivanildo e Carlos Alberto. Dois alas que insistirão no apoio: Marquinhos Capixaba na direita e o armador Arnaldo improvisado na esquerda. Três volantes: China, Alemão e Wagner, que se encarregarão de fortalecer o combate no meio-de-campo. Dois atacantes: Mauro e Alaor, que se movimentarão na frente e pelos lados.
Geraldo permanece no gol. O meia Édson Vieira, expulso na primeira rodada, cumpre suspensão automática. ‘‘Os jogadores assimilaram o que pedi. Gostei das experiências feitas nos coletivos, mas treino é treino, jogo é jogo. Vamos ver se a teoria repete a prática’’, afirma Varlei, que se mostra realista: ‘‘Se não trouxermos dois pontos de fora, tudo ficaria muito complicado. Mas, se formos bem, ninguém nos segura mais.’’
Depois de Atlético e União de Araras, o Londrina recebe Náutico (dia 22) e a Desportiva (dia 30). Em setembro, disputa os jogos de volta da primeira fase do campeonato: Desportiva (dia 6) e Náutico (dia 9); depois, recepciona o União (dia 20) e o Atlético-GO (dia 27). No dia 4 de outubro, visita o Remo.
Na sexta-feira, o grupo selou uma espécie de ‘‘pacto pela reabilitação’’. Embora Varlei montasse um esquema defensivo para segurar dois empates - em Goiânia e Araras - Marquinhos Capixaba puxou o coro daqueles que prometem a reviravolta já. ‘‘Queremos provar que temos vergonha na cara. Traremos seis pontos de fora’’, ele garante.
Questão de dignidade - Mauro tem a mesma opinião de Capixaba e só admite um resultado, tanto em Goiânia quanto em Araras: vitória. ‘‘Acho que o empate não seria mal, mas queremos muito mais. A derrota na estréia mexeu conosco. Vamos nos superar em campo e mostrar que temos dignidade’’, avisa o atacante.
Alaor, companheiro de Mauro na frente, lembra que, como se não bastasse a péssima estréia, outros problemas o incomodaram muito durante a semana. ‘‘Perdi três vezes. Além dos 3 a 0 contra o Remo, a torcida pegou no meu pé e, para completar, levei aquela multa de 30% no meu salário.’’ Alaor precisou explicar que o gesto obsceno (dedo para cima) não era para a torcida do Londrina, mas para um ‘amigo’ que o xingava no alambrado.
O armador Arnaldo, muito elogiado pelo técnico em dois coletivos como ala esquerda, se considera em condições de executar a nova tarefa. ‘‘Se o time precisar de mim, entro em qualquer posição. Até de goleiro’’, diz ele, que terá Carlos Alberto na cobertura na hora de avançar.
Atlético - O técnico Othom Valentyn mudou o Atlético Goianiense para tentar a reação na Série B. Na estréia, em Araras, o time caiu diante do União - 2 a 1. Os laterais titulares estão de volta: Roberto Carlos na direita no lugar de Vandinho e Pará na esquerda na vaga de Wesnalton. No coletivo de sexta-feira, Valentyn também confirmou o recuo do meia Zezé à zaga, afastando Jeovânio. Romerito, que agradou no jogo anterior, ganhou a vaga de Marquinhos no ataque.

mockup