Áureo Nogueira
De Londrina
O Londrina encerrou ontem as negociações visando à definição de uma parceria para gerir o futebol do clube no ano 2000. Agora, entra em compasso de espera e aguarda resposta de investidores interessados.
De acordo com o coordenador-geral do clube, Célio Guergoletto, houve reuniões com três grupos empresariais – um da própria cidade, outro do Estado e o terceiro de São Paulo. E ontem uma pessoa se apresentou na sede do clube, pedindo informações.
‘‘A pessoa se apresentou como representante de empresários portugueses interessados em investir no futebol brasileiro. Fornecemos as informações solicitadas, mas não há nada de concreto. Entretanto, seria conveniente se o interesse se consumasse’’, admitiu.
Guergoletto lembra que o Londrina necessita de R$ 180 mil imediatamente e R$ 150 mil mensais. Em troca, oferece 50% de toda a arrecadação do futebol, incluindo a negociação de passes de jogadores profissionais e amadores. ‘‘Cento e cinquenta mil mensalmente é um investimento razoável para profissionalizar o clube e garantir uma equipe competitiva no Campeonato Paranaense, a ser disputado no primeiro semestre. Mas se a intenção foi subir para a Série A do Campeonato Brasileiro, na segunda metade do ano, este valor precisa ser melhorado.’’
O coordenador-geral enfatizou que os contatos de ontem foram as últimas iniciativas do Londrina. ‘‘O que devíamos fazer para viabilizar uma parceria já foi feito. Agora, vamos aguardar uma resposta. Enquanto isso, vamos correr atrás dos recursos necessários para quitar o débito com a folha de pagamentos e fornecedores’’, destacou.
Se ainda esta semana não houver uma resposta que viabilize o contrato de parceria, o coordenador-geral do Londrina vai negociar alguns jogadores para pagar a folha e os fornecedores. ‘‘Infelizmente, não há outra alternativa.’’

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