Londrina e Paysandu fazem hoje, em Belém do Pará, partida decisiva para as suas pretensões de buscar a classificação à fase final do Campeonato Brasileiro da Série B. Uma derrota poderá afastar o sonho da luta pelas duas vagas para a divisão de elite nacional em 1999, reservadas ao campeão e o vice da segundona. O jogo começará às 20h30 locais (não há horário de verão em Belém), ou seja, às 21h30 de Brasília.
Com apenas dois pontos ganhos, o time paraense tem de vencer o jogo se quiser manter as chances de passar à outra fase. Ao Londrina, que soma quatro pontos ao lado do Botafogo, o empate não será um mau resultado. Ainda pelo Grupo N, o líder Joinville (5 pontos) enfrenta o Botafogo em Ribeirão Preto (SP).
No Grupo M, os líderes Criciúma (SC) e Gama (DF) - ambos com 6 pontos - enfrentam-se em Criciúma. No outro jogo, XV de Piracicaba (SP) e Desportiva (ES) tentam fugir da lanterna. Ambos somam três pontos.
O Paysandu encara o jogo desta noite como revanche da derrota de 2 a 1 sofrida no último domingo, em Londrina. A expectativa do time paraense é contar com o apoio de cerca de 40 mil torcedores no Estádio Mangueirão. No Londrina, o cansaço é a principal preocupação do técnico Varlei de Carvalho.
A delegação londrinense levou quase 12 horas para chegar a Belém. O grupo deixou a cidade por volta das 15 horas de terça-feira e só chegou às 2h30 de ontem na capital do Pará, após uma série de atrasos de vôos e espera em aeroportos de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
‘‘O que fizeram com a gente não foi brincadeira’’, reclamou ontem à tarde o técnico Varlei de Carvalho, ainda meio sonolento ao telefone. ‘‘Os jogadores estão tão cansados que sequer desceram para tomar café. Além de chegarmos às 2h30, só pudemos dormir depois das quatro horas da manhã, quando conseguimos nos instalar nos quartos’’, continuou o treinador, que teme que isso possa influir no rendimento da equipe no jogo de hoje. ‘‘Meu maior medo é que o cansaço bata amanhã (hoje) nos atletas.’’
O fator cansaço será determinante para a escalação da equipe, segundo Varlei. ‘‘Vou olhar no semblante de cada um amanhã (hoje) para saber quem tem condições de suportar o ritmo da partida’’, avisou. Ele pretendia definir o time no treino tático de ontem à tarde no campo do Remo. O esquema de jogo 3-5-2 está mantido. A vaga do zagueiro Carlos Alberto, dispensado do clube por indisciplina, será ocupada por Marcelo.
A principal dúvida de Varlei está na composição do meio-de-campo na vaga do volante Alemão, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Uma das opções seria a passagem do ala direito Marquinhos Capixaba para o setor. Assim, Cássio ocuparia a lateral-direita. A segunda alternativa é a entrada de Gilmar Nass na lateral-esquerda com o avanço de Arnaldo para o meio-campo, como o verificado no segundo tempo da partida de domingo.
Varlei sabe que a pressão da torcida do Paysandu será um obstáculo a mais a superar. ‘‘O pessoal aqui respira bola e temos que saber suportar toda e qualquer pressão.’’ Ontem de madrugada, alguns torcedores do Paysandu dispararam rojões em frente ao Hotel Sagris, onde o Londrina está hospedado, para intimidar os londrinenses. ‘‘A tranquilidade será fundamental para conquistarmos o empate ou a vitória’’, alertou Varlei.
Mistério: esta é a maior arma do técnico Joãozinho Rosa para despistar o rival Varlei de Carvalho. Precisando da vitória, o treinador deve escalar o time com três atacantes. Nildo deve entrar no ataque ao lado de Zé Augusto e Júlio César. O principal reforço da equipe é o volante Charles Guerreiro, recuperado de contusão na coxa direita. De olho numa vaga na final, o Paysandu planeja fazer seis pontos seguidos em Belém, vencendo o Londrina hoje e o Joinville no domingo.

FICHA TÉCNICA

mockup