Marcos Freitas
De Londrina
Uma grata surpresa. Assim foi a impressão da maioria dos jornalistas estrangeiros sobre a cidade de Londrina. A maior parte deles esteve por aqui pela primeira vez e se encantou com a beleza, organização e hospitalidade. E foi esta a imagem que boa parte do mundo ficou tendo da cidade.
Para o repórter-fotográfico do diário chileno La Tercera, Alex Moreno, de 40 anos, Londrina foi uma verdadeira surpresa. Familiarizado com os grandes centros brasileiros – ele já trabalhou em São Paulo, Rio, Salvador e Belo Horizonte –, Moreno diz que ficou encantado ao desembarcar em Londrina. ‘‘Não acreditava no que via: ruas largas, prédios altos e, principalmente, o carinho e a atenção dos taxistas que em nenhum momento quiseram ganhar dinheiro nas nossas costas’’, conta. ‘‘E assim também foi com o povo, que nos acolheu de forma muito amiga.’’ Moreno diz ainda que gostou muito da noite londrinense. ‘‘Os bares são ao ar livre; e as moças, lindas.’’
Sobre a organização do evento, diz que em nenhum momento deixou a desejar. Com a experiência de quem já cobriu Jogos Pan-Americanos, Copa América, Taça Libertadores e Eliminatórias da Copa do Mundo, Moreno diz que Londrina ofereceu uma estrutura muito boa. ‘‘Computadores, linhas telefônicas e lugares reservados ajudaram muito a quem veio de fora’’, conta ele.
Quem também ficou encantado com Londrina foi o repórter Marcelo Sotille, 25 anos, do jornal esportivo Olé, de Buenos Aires. Ele conta que estava trabalhando em Toledo – onde a Argentina ficou hospedada – na primeira fase do torneio e já havia gostado. Mas, ao chegar em Londrina, espantou-se: ‘‘Não sabia que tinha ares de metrópole’’.
Sotille diz que gostou muito da beleza e receptividade do povo londrinense. Em nenhum momento encontrou hostilidade pelo fato de ser argentino. ‘‘A rivalidade acontece apenas na bola; por aqui estamos desenvolvendo uma atividade profissional e fomos muito respeitados, além de contar com a ajuda dos colegas brasileiros.’’ Mesmo sem conhecer todos os pontos turísticos, Sotille elege o Lago Igapó, o Calçadão e a noite londrinense como os melhores lugares. ‘‘Foi onde pude ver a beleza das mulheres.’’
Para o repórter-fotográfico uruguaio Miguel Bruno, que está na cidade trabalhando pela agência France Presse, ‘‘Londrina és muy linda’’. Ele fala sobre que a diferença entre as cidades do Oeste do Estado, onde ficou na primeira fase do torneio, e diz que Londrina é muito grande. ‘‘Principalmente pela quantidade de pessoas nas ruas.’’
Com 48 anos de idade e 27 ‘‘clicando’’ o esporte, Bruno se diz realizado com o jornalismo. A experiência de 15 anos em uma agência internacional levou-o a boa parte do mundo atrás dos melhores ângulos e imagens. Em seu currículo estão a cobertura de várias Copas Américas e Pan-Americanos, além de 15 GPs de Fórmula 1. Com esse cartel, se sente a vontade para elogiar a organização do torneio. ‘‘Todos foram muito atenciosos e, do que precisávamos, conseguimos.’’

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