O empate sem gols ontem à tarde, contra o Ceará, no Estádio do Café, provocou muito mais do que vaias e indignação no torcedor. A classificação também ficou bem mais difícil. Para continuar sonhando com uma vaga à próxima fase da Série B do Campeonato Brasileiro, o Londrina terá de superar o desafio de conquistar pontos fora de casa. Com a pífia atuação de ontem, o time permaneceu na 11 posição na tabela com 24 pontos, e precisará, segundo os cálculos do treinador, de mais 12 pontos para garantir pelo menos a oitava vaga pelo índice técnico.
Mesmo que vença os três jogos que ainda restam em casa (Remo, Avaí e Santa Cruz), o Tubarão terá de buscar mais três pontos em terreno inimigo serão mais três jogos. Só que o rendimento alviceleste nestas circustâncias é um dos piores do campeonato. Em oito jogos, perdeu cinco deles e empatou outros três aproveitamento de 12,5%. ''Não tem nada perdido. Quem morre na véspera é peru. O Londrina está a um ponto do oitavo colocado e tem um jogo a menos em relação aos adversários mais diretos. Eu estou acreditando e o elenco está acreditando que a classificação é possível'', declarou o técnico Roberto Fernandes, em entrevista coletiva nos vestiários do Estádio do Café.
Mesmo adotando um discurso otimista, Fernandes admitiu que o empate de ontem complicou o cronograma da classificação. ''É claro que ficou mais difícil. Temos que buscar pontos fora de casa. Mas não há nada perdido, ainda dependemos de nossas próprias forças para conquistar uma vaga, bem diferente de algumas equipes, que começaram o campeonato como favoritas, mas dependem de outros resultados para classificar'', ponderou.
Os jogadores também admitiram que não tiveram um dia feliz. A inspiração ofensiva, que chegou a encantar torcedores em algumas rodadas, esteve bem longe do Estádio do Café. ''Foi uma partida muito complicada, assim como foi contra o Caxias, por exemplo. Mas infelizmente não conseguimos marcar o gol. Individualmente, os jogadores de criatividade do time não estiveram bem'', afirmou o atacante Marcelo Silva, que fez uma auto-crítica da própria atuação.
O jogo Quem compareceu ao estádio viu o pior jogo do Londrina na Série B deste ano. O quadrado ofensivo do time, responsável por mais de 80% dos 28 gols alvicelestes, teve atuação muito discreta. Valdeir, Fumaça e Marcelo Silva foram improdutivos. O artilheiro Anderson Lobão foi o mais esforçado, mas também beirou à inoperância.
Os principais lances de perigo (bem raros) surgiam das bolas paradas do lateral-direito Jamur, figura apagada, que até hoje não repetiu as boas jornadas do Campeonato Paranaense. No segundo tempo, o técnico Roberto Fernandes fez algumas subtituições para tentar furar a forte marcação cearence. Tudo em vão. O péssimo dia parece ter contaminado também os jogadores do banco de reservas. O Ceará, por sua vez, conseguiu o que queria: um importante empate fora de casa.


Em Londrina


Londrina 0

Marcelo; Jamur, Haroldo, Dé e Adavílson; Dário, Rocha, Valdeir (Paraguaio) e Marcelo Silva; Fumaça (Márcio Alan) e Anderson Lobão (Gil). Técnico: Roberto Fernandes

Ceará 0

Marcelo Silva; Jéferson Luís, Jéferson, Beto e Mica; Roberto, Andreir, Garrinchinha e Nenê (Claudinho); Sérgio Alves (Cris) e Marco Antonio (Rivaldo). Técnico: Celso Teixeira

Estádio: Café
Árbitro: Fabiano Gonçalves (RS)
Público: 3.197
Renda: R$ 13.875

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