Depois de fazer o dever de casa nas partidas diante de Foz do Iguaçu e Nacional, o Londrina tem hoje o seu primeiro grande teste no Campeonato Paranaense. No estádio Willie Davids, às 17 horas, o Tubarão reencontra o Maringá pela primeira vez desde que levou o título paranaense do ano passado em cima do rival. Um ingrediente a mais para um duelo historicamente marcado pela rivalidade.
Para esquentar um pouco mais as coisas, as duas equipes se encontram em momentos bastante distintos. O Londrina ganhou os dois jogos que fez até agora no Estadual – 3 a 0 no Foz e 1 a 0 no NAC – estendendo a boa fase que vive desde o ano passado, quando, além do tetra estadual, conseguiu o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro. Do outro lado, o Maringá já ligou o sinal de alerta. Em duas rodadas, a Zebra ainda não venceu, tem um empate e uma derrota, o que lhe coloca na oitava posição, com apenas um ponto somado, e já distante dos líderes.
"Será um grande jogo. Já vi o Maringá atuar duas vezes, é uma equipe qualificada, tem um técnico experiente e não era para estar na situação que se encontra. Poderia até ter duas vitórias, tanto que jogou bem contra o Coritiba e não merecia ter perdido, e não será uma equipe fácil de ser batida", alertou o técnico do Londrina, Claudio Tencati.
Preocupado com um possível clima de revanche criado para o duelo, o comandante alviceleste falou em "rivalidade sadia" entre as duas equipes e fez um pedido especial a torcedores de ambos os lados. "A rivalidade a gente não pode esconder, mas é uma coisa sadia, até mesmo porque não teve confusão entre as duas torcidas (na final de 2014) e isso é bacana. A rivalidade existe, mas é futebolística, dentro de campo, no sentido de vencer e não de agressividade e outras coisas ruins que já aconteceram no passado. Que continue dessa forma. Em campo, esperamos que seja um grande jogo", cobrou o técnico.
Sobre o time, o próprio treinador havia deixado em aberto a possibilidade da volta do volante Diogo Roque ao time titular. Mas depois do jogo da última quarta-feira, diante do Nacional, o comandante parece ter mudado de ideia e resolveu manter o mesmo quarteto de meio-campistas que atuou contra o time de Rolândia, com Germano, Léo Maringá, Bidía e Celsinho. "Em princípio deve ser a mesma base", confirmou.
Assim, a única mudança pode acontecer no ataque. Apesar de já ter se recuperado bem da pancada no ombro direito que levou contra o NAC, Wéverton ainda é dúvida. O atacante participou normalmente do coletivo da última sexta-feira, mas Tencati não quis adiantar sua escalação. Se ele não atuar, Neílson receberá nova chance e será o parceiro de Arthur no setor.
Para um jogador, em especial, será um jogo diferente. Grande destaque do time vice-campeão do ano passado, Léo Maringá reencontra sua ex-equipe pela primeira vez.

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