As duas cidades devem sediar o grupo da seleção, que fará 4 partidas em apenas 12 dias pela primeira fase
Dorico da SilvaEM LONDRINABelinati, Félix, Teixeira, Onaireves e Schiavo (em primeiro plano, da esquerda para a direita) ontem no Estádio do Café: relatório da vistoria chegará segunda-feira à sede da CBFMarcos NegriniEM MARINGÁOs funcionários da CBF no Estádio Willie Davids: ligação terrestre com Londrina foi cronometrada


Áureo Nogueira
De Londrina

Marcos Zanatta
De Maringá

Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu

Londrina e Maringá podem dividir a sede do grupo da Seleção Brasileira na primeira fase do Torneio Pré-Olímpico, a ser realizado entre 18 e 30 de janeiro do ano que vem. O anúncio será feito somente na quarta-feira pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira. Mas os enviados da CBF que ontem estiveram vistoriando a infra-estrutura oferecida pelas duas cidades revelaram importante indício.
Depois de realizar a vistoria em Maringá, o administrador e o coordenador da Seleção, respectivamente o coronel Mauro Félix da Silva e o preparador físico Marco Teixeira, fizeram o percurso até Londrina de carro para conhecer a estrada e verificar o tempo necessário para fazer a ligação terrestre entre as duas cidades.
Outra revelação importante é a declaração do presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Rolim de Moura, que acompanhou a vistoria e lembrou que a Seleção Brasileira fará quatro jogos em 12 dias. ‘‘Do ponto de vista financeiro, a realização de tantos jogos em poucos dias certamente vai onerar em demasia o torcedor. Neste sentido, seria interessante se Londrina e Maringá pudessem dividir a sede do grupo’’, argumentou Moura, fazendo questão de acrescentar que a preocupação da Federação é assegurar a realização do Pré-Olímpico no Paraná. ‘‘A decisão sobre a escolha da cidade-sede é de competência exclusiva da CBF.’’
Os enviados da CBF não quiseram fazer nenhum comentário sobre as condições oferecidas por Londrina e Maringá. Apenas Marco Teixeira concedeu entrevista, mas limitou-se a comentar os critérios adotados pela entidade para definir a cidade-sede do grupo encabeçado pelo Brasil.
‘‘Os quesitos mais importantes para a CBF são as condições do estádio, do local de treinamento e de acomodações para hospedagem e alimentação’’, revelou Marco Teixeira, acrescentando que na segunda-feira entregará o relatório detalhado da vistoria ao presidente da entidade. ‘‘A nossa tarefa é exclusivamente realizar a vistoria, com destaque para as informações sobre os quesitos mais importantes. Quanto à avaliação das condições oferecidas e a decisão sobre a cidade escolhida é com o presidente Ricardo Teixeira.’’
Em Maringá, Mauro Félix da Silva e Marco Teixeira visitaram três hotéis, cinco centros de treinamento de clubes e associações e o Estádio Willie Davids, que tem capacidade para 30 mil torcedores. Os técnicos fizeram questão de ver de perto as condições do gramado, castigado primeiro por uma geada fraca no final de julho e, depois, por uma estiagem de 64 dias.
Em Londrina, os enviados da CBF foram ciceroneados pelo prefeito Antonio Belinati (PFL), o secretário de Obras do município, José Righi de Oliveira, e o coordenador-geral do Londrina Esporte Clube, vereador Célio Guergoletto (PMDB), e o gerente da empresa responsável pela reforma do gramado do Estádio do Café, Antonio Schiavo. Visitaram vários hotéis, os estádios do Café (para 50 mil pessoas) e Vitorino Gonçalves Dias (para 15 mil) e o centro de treinamentos do Nichika (uma escola de futebol patrocinada por empresário japonês). E receberam um relatório com a apresentação dos estádios e áreas para treinamento na região metropolitana. O prefeito garantiu que em 30 ou 40 dias atende a todas as exigências da CBF para que Londrina possa ser a cidade escolhida.
Foz do Iguaçu ainda sonha ser a sede do grupo encabeçado pelo Brasil no Pré-Olimpíco. O diretor da Fundação de Esportes do município, Adilson da Silva, disse que o município ainda não foi comunicado oficialmente pela CBF. ‘‘A notícia de que a CBF verifica outras opções nos pegou de surpresa. Mas se realmente perdermos é porque não temos estrutura física para concorrer com Londrina e Maringá. Mas ainda acreditamos na possibilidade.’’
Ademir Flor, presidente do clube proprietário do Estádio do ABC – vetado pela CBF porque não haveria tempo de ampliar a capacidade de 15 mil para 25 mil pessoas – garantiu ontem que pode realizar a ampliação com arquibancadas de concreto em pouco mais de um mês.

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