Áureo Nogueira
De Londrina
Terminou empatado o primeiro clássico entre o Londrina e a Portuguesa, na Série A do Campeonato Paranaense. Tubarão e Lusinha não saíram do 0 a 0, ontem à noite no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD). O resultado foi ruim para os dois lados. Pior para a Lusa.
Com o ponto de ontem, a Portuguesa soma seis e continua na penúltima posição. Agora, tem mais três jogos: Beltrão e União em casa e o Batel fora. O Londrina vai a 10 pontos e fica em sexto lugar. Mas o resultado também não pode ser considerado bom, porque o Tubarão terá que enfrentar o Prudentópolis, o Operário e o Atlético longe do VGD.
A Lusa começou melhor o jogo. Com o meio-campo bem posicionado e demonstrando mais disposição na tentativa do gol, a equipe rubro-verde se impôs, dominou os primeiros dez minutos. O atacante Gélson se posicionou entre os zagueiros e o ala-direita do Londrina e conseguiu boas jogadas.
A partir dos 15 minutos, o Tubarão adiantou um pouco a marcação do meio-campo e conseguiu equilibrar as ações. Mas as jogadas mais perigosas continuaram sendo criadas pela Portuguesa.
Depois da metade do primeiro tempo, a Portuguesa voltou a tomar conta do jogo. Marco Antônio, Bruder e Aléssio não se acertavam na marcação e o meia Mina se posicionava mais à frente, ao lado dos atacantes Júnior e Gelson. Com isso, o Londrina perdia o zagueiro da sobra.
Aos 29’, a Lusa articulou uma boa jogada pelo lado direito. O lateral Leo cruzou, Júnior entrou na pequena área e se jogou na bola, empurrando-a para dentro do gol.
O assistente Gílson Bento Coutinho correu para o centro do campo, mas o árbitro Oscar Roberto Godói chamou a responsabilidade para si e anulou o gol. Mostrou cartão amarelo para Júnior, sinalizando que o atacante havia feito o gol com a mão.
A Portuguesa continuou dominando as ações da partida e procurando o gol. O Londrina ameaçava somente nos contra-ataques, ainda assim muito eventualmente e sem consistência.
No intervalo, Júnior garantiu que fez o gol com a cabeça e não com a mão. Mas ao técnico Geraldo Roncato ele confessou o toque. O zagueiro e ‘capitão’ alviceleste, Ivanildo, sintetizou o que foi o primeiro tempo: ‘‘Eles estão engolindo a gente’’.
O técnico Val de Mello reconheceu o domínio da Lusa e a deficiência no posicionamento do seu time. Do outro lado, Roncatto disse que seu time atuou bem e que só faltou o gol.
O segundo tempo começou no mesmo ritmo do primeiro. A Portuguesa buscando o gol e o Londrina não se encontrando em campo. Aos 12, Val de Mello mudou o esquema com três zagueiros para o tradicional 4-4-3, fazendo duas substituições. Tirou o zagueiro Rosinei e o atacante Alex Luís e colocou o atacante Tadashi e o volante Márcio Paulino.
Tadashi se movimentou bastante na frente, mas o panorama da partida só foi alterado aos 24 minutos, quando o lateral-direito Leo aplicou carrinho por trás em Aléssio e foi expulso. Roncatto sacou o meia Mina, cansado, e colocou o júnior Daniel. Instantes depois, o goleiro Márcio sentiu uma contusão muscular e foi substituído por Alex.
O Londrina tentou, mas como não conseguia explorar o fato de ter um jogador a mais em campo. Val de Mello colocou Antônio Marcos no lugar de Mazinho, na tentativa de dar mais velocidade ao ataque e a Portuguesa passou a se preocupar apenas em garantir o resultado.
O Tubarão insistiu e chegou a acertar a trave da Lusa e a exigir pelo menos duas boas defesas de Alex, mas não conseguiu tirar o zero do placar.O resultado de 0 a 0 foi ruim para os dois mas bem pior para a Portuguesa, que está com seis pontos e continua em penúltimo lugar
César AugustoSEM BRILHO Aléssio, do Londrina, tenta se livrar de Nilson: no detalhe o árbitro Oscar Roberto de Godoi, que anulou o gol da Lusa

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