Londrina é favorito, diz Ferreira
Conhecido como o ''Rei do Acesso'' no interior paulista, o treinador Luiz Carlos Ferreira sempre é lembrado quando o assunto é acesso ou rebaixamento. Agora, vai encarar um projeto diferente, de fazer do Galo Maringá conhecido no Brasil. Ele conta à Folha como será o desafio.
Folha: Como surgiu o casamento com o Galo?
Ferreira: Um diretor conhecia o meu trabalho e disse que se eles (diretoria) quisessem mudar, que eu seria um cara que poderia buscar um degrau a mais na vida do clube. Deixar de ser pequeno para ser intermediário. Tinha outras propostas, mas vinha de um momento duro, de duas pancadas. Apareceram Vitória, Bahia, Remo, Vila Nova-GO, mas queria trabalhar num lugar tranquilo, sério.
Folha: Você já conhecia o clube?
Ferreira: As informações boas demoram, mas chegam. Mas nesse intervalo apareceu a Portuguesa-SP e eu também fiquei meio assim. Pensei e falei 'vamos acreditar nesse projeto'. Com um contrato excelente.
Folha: Financeiramente?
Ferreira: Contrato bom, do nível que tenho dentro da minha história, com uma condição de vida excelente. Mas o mais importante é que os objetivos meus e do próprio Marcos (Falleiros, presidente), bateram. Esses dias ainda surgiram três propostas (Brasiliense, Santa Cruz e outro que Ferreira não quis revelar). Resolvi acabar esse projeto, de quatro meses.
Folha: Esse projeto tem um prazo e qual é o objetivo?
Ferreira: A curto prazo é a vaga na Série C e na Copa do Brasil. O Marcos tem um sonho que é disputar a final do Paranaense. Esses jogadores que vieram estão ajudando muito na evolução tática dos jogadores da casa e estão ajudando a alavancar o momento do Galo, que é um clube que passa muita seriedade, muita confiança. E ficou fácil para montar a equipe.
Folha: Você indicou todos os jogadores?
Ferreira: Eu trabalho muito com minha equipe. Converso com profissionais, tenho um banco de dados de quase todos os jogadores. Faço questão de contratar o atleta e o jogador. Hoje, nós precisamos de caráter. O jogador não precisa beijar a camisa. Enquanto ele tiver contrato tem que honrar a camisa e pronto.
Folha: Foi fácil convencer esses jogadores a virem para Maringá?
Ferreira: Não foi difícil. As informações aqui são excelentes e muitos jogadores gostariam de estar aqui. Estrutura, dia 10 é dia 10, bicho bom...
Folha: Pelas contratações e o investimento, vocês são considerados favoritos. Você concorda?
Ferreira: Não. Fizemos contratações e devemos fazer mais três de bom nível, porque o objetivo do clube é alto. Futebol está muito nivelado e todos vão ter a mesma dificuldade. Temos qualidade, como tem o Londrina, o Iraty, o Atlético.
Folha: Vocês perderam os três últimos amistosos. Isso preocupa?
Ferreira: Não. Serviu para corrigirmos as falhas. Os jogadores de fora reavaliaram os conceitos.
Folha: Você viu todos os jogos do Londrina. O que achou do time?
Ferreira: De muita qualidade. O Londrina se reforçou bem com a contratação do Igor e do Anderson. Mas eu gostei muito do Iraty. Achei o melhor de todos.
Folha: Maringá e Londrina têm uma rivalidade histórica. Quais são as dificuldades que você espera para esse jogo?
Ferreira: É um clássico de duas cidades maravilhosas. O Londrina é um clube mais tradicional. A nossa dificuldade maior é essa idéia de favoritismo. Todo mundo está achando que somos favoritos.
Folha: Tem algum favorito para o jogo?
Ferreira: Se tiver é o Londrina, porque vai jogar no Estádio do Café. Tem um treinador que conhece muito bem o futebol paranaense e tem história.





