Londrina é campeã pan-americana de clubes
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Nem a tempestade, muito menos a escuridão do Moringão ou a marra do time de São Bernardo (SP) tiraram dos meninos da Unopar/FEL/Sercomtel o título de campeões do Pan-Americano de Clubes na noite de anteontem. Num jogo cheio de contratempos, a equipe londrinense mostrou sua capacidade de superação e venceu os paulistas por 29 a 25.
Meia hora antes do início do jogo, mais um vendaval atingiu a cidade, deixando o ginásio de esportes sem luz por mais de uma hora. Sem arredar pé, a torcida enfrentou o escuro para depois gritar durante toda a partida. Foi fator fundamental para a virada da Unopar, que começou perdendo por dois gols de diferença, empatou e superou o adversário em quatro gols ainda no primeiro tempo, que terminou empatado em 15 gols.
Os cinco minutos iniciais da segunda etapa foram os mais longos e disputados, com o ponta direita Gilson saindo da quadra com uma torção no pé, recuperando-se e tornando-se o maior incentivador do time, que deixou o nervosismo de lado e passou a trabalhar a defesa, com ótimas jogadas do goleiro Rick. Léo, armador central da Unopar, foi o artilheiro da final, com nove gols.
Com o título inédito depois de dois vice-campeonatos no Pan de Clubes, o time londrinense conquistou vaga para representar o continente americano no Campeonato Mundial de Clubes, no Egito, no ano que vem. Para o técnico Giancarlos Ramirez, uma conquista que fortalece não só o handebol, mas todas as modalidades de alto rendimento de Londrina.
''Uma conquista deste nível, primeiro título internacional, desperta o interesse das crianças. Hoje estamos com 500 crianças de Londrina e região no projeto de base do handebol'', comentou Ramirez, reforçando que a vitória no Pan motiva ainda mais a equipe para os próximos confrontos da Liga Nacional, na qual ocupa a segunda colocação da tabela, atrás do Pinheiros (SP).
''Foi um jogo tumultuado, teve momentos em que a equipe ficou com apenas três jogadores em quadra e o apagão atrapalhou um pouco a concentração do time. Mas voltamos com outra postura no segundo tempo, trabalhando principalmente o contra-ataque e a defesa'', explicou o técnico, que vê na Metodista e no Pinheiro os grandes rivais da Unopar este ano.
Um dos jogadores mais entusiasmado da partida e feliz após o apito final, o ponta direita Gilson definiu a vitória do Pan como ''a realização de um sonho''. ''A ida para o mundial coroa o trabalho de 11 anos do clube'', declarou o jogador, afirmando que a concentração e a consciência da importância do clássico contra a Metodista, aliadas ao apoio da torcida, foram fundamentais na decisão de continuar na partida, mesmo depois de torcer o pé.
''Foi um momento complicado, mas tentei manter a calma e a concentração o tempo todo. Joguei com dor, mas vencer foi especial, uma injeção de ânimo muito grande para a Liga, que é um torneio longo'', avaliou Gilson.
Na disputa pelo bronze, o SAG Polvorines levou a melhor no clássico argentino e derrotou o River Plate por 29 a 21 (11 a 8). O goleador do jogo foi Pablo Portela, do River, com seis gols.
Encerrado o Pan de Clubes, as equipes brasileiras voltam suas atenções para a Liga Nacional, com jogos programados para o dia 5 de novembro. A Unopar recebe a USCS/São Caetano em casa, às 17h30, e a Metodista/São Bernardo joga contra a Unimed/Maringá, às 19h30, na Cidade Canção.


