Londrina deverá ter futuro decidido hoje
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domingo, 27 de junho de 2010
Thiago Mossini <Br>Reportagem Local 
A vexatória campanha do Londrina na Divisão de Acesso foi a gota d'água para a Justiça do Trabalho, que é quem manda no clube desde o fim do ano passado. Atrasos salariais e outros acordos previstos no contrato de terceirização do clube que não estariam sendo cumpridos pelo grupo Universe, aliados ao desempenho pífio no ano, devem fazer com que o contrato seja rescindido.
Um encontro hoje entre o promotor Heiler Ivens de Souza, o interventor Rubens Moretti, e o juiz da 6 Vara do Trabalho, Reginaldo Melhado, deve definir a medida a ser tomada. Moretti, que ontem não quis se pronunciar, prometeu conceder uma entrevista coletiva amanhã para divulgar a decisão tomada pelos responsáveis pela intervenção, feita em novembro do ano passado.
A Universe venceu a queda de braço com a SM Sports, que controla o Iraty, no início do ano, após uma longa novela. A empresa ofereceu três anos de contrato, com possibilidade de renovação por mais um, enquanto que o grupo liderado por Juan Figger e Sérgio Malucelli queria controlar o Londrina por pelo menos dez anos. A decisão da justiça em janeiro irritou profundamente o prefeito Homero Barbosa Neto na época, principal defensor do acerto com Malucelli. Desde então, criou-se uma birra entre a administração municipal e os novos gestores do clube.
O grupo de São Paulo assumiu com promessas e mais promessas debaixo do braço. Se comprometeu a investir R$ 400 mil para a Copa do Brasil e montar um time forte para a Divisão de Acesso, entre outros compromissos. Para a competição nacional, foi feito um catado de jogadores profissionais e amadores, que perderam os dois jogos que fizeram no torneio.
Apesar de terem tido pelo menos quatro meses para montar a equipe da Segundona, os gestores foram formá-la de fato com o torneio em andamento. A derrota no sábado, por 2 a 1 para o São José, confirmou a eliminação na competição. Foram duas vitórias em nove jogos, nenhum triunfo no Café e por muito pouco o time não caiu para a Terceirona, o que seria o maior vexame da história alviceleste.
A Folha tentou falar com o empresário Rogério Berti, representante da Universe, mas ele não atendeu. O mesmo aconteceu com o gestor Vagner Marcelino.


