Os sempre exigentes e desconfiados torcedores do Londrina experimentaram mais uma vez, anteontem à noite, no jogo contra o ABC, o histórico costume do Tubarão em levar a torcida à loucura - no bom e, muitas vezes, no mau sentido.
Foram 42 minutos de sofrimento, que começou com o gol de Ivan, aos 15 segundos da etapa complementar, numa cochilada do zagueiro Ivanildo, e só terminou com o gol salvador de Cassio. Explosão nas arquibancadas, olho do técnico no relógio.
Mario CesarNo bate-rebate, Cássio dispara: gol salvador aos 42 do 2ºMas o fim do sofrimento foi o começo da agonia. Veio à cabeça, instantaneamente, o trauma do ano passado, quando no mesmo mata-mata da mesma segunda fase da mesma Segundona, também numa terça-feira à noite, o time do Náutico calou o Estádio do Café ao vencer o time de José Carlos Serrão nos pênaltis, depois de ter cedido o mesmo empate de 1 a 1 no fim do jogo.
Mario CesarIvanildo: falha e choroMario CesarTorcida vibra com o empate: sofrimento e, depois, agoniaEra hora dos jogadores se concentrarem nos pênaltis que estavam por vir. Era hora de Ivanildo derramar lágrimas pela falha assumida e pelo alívio do empate. Mazinho Loyola erra a primeira cobrança, Alaor faz Londrina 1 a 0. Henrique empata, Mauro desperdiça. E dá-lhe reza do dirigente.Mario CesarAntonio Amaral: rezaGeraldo defende o chute de Januário, Cássio decreta LEC 2 a 1. Ayupe iguala para o time de Natal, Carlos Alberto faz 3 a 2, Geraldo faz 3 a 3, Alemão vai para a cobrança decisiva. O time, perfilado em frente ao gol dos vestiários, faz figa.
Mario CesarTime vibra com o pênalti cobrado por Alemão: alegriaAlemão, revelado pelo próprio Londrina, converte, o time parte pra cima dele, e tudo termina em abraços - em campo, na arquibancada, na cativa, em bares e padarias, na Duque de Cachaça, nas chácaras escondidas, em favelas, mansões e assentamentos, nas casas ainda acesas nas zonas norte e sul.

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