Londrina cumpre tabela contra a Hebraica
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quinta-feira, 09 de maio de 2002
Guilherme Gouveia <br>Reportagem Local 
O Londrina/Sercomtel se despede hoje do Campeonato Nacional de Basquete Masculino, às 16 horas, contra a Hebraica/Blue Life, em São Paulo, com um certo gosto de dever cumprido. Apesar do objetivo principal classificar-se para os playoffs ter ficado pelo caminho, a equipe fez uma campanha superior à do Nacional de 2001.
Na 9ª posição do ano passado, Londrina teve um aproveitamento de 50% nos jogos: 15 vitórias e 15 derrotas. O 9º lugar deste ano foi bem melhor: 19 vitórias e 12 derrotas, sem contar a partida contra os paulistas.
Dirigentes e comissão técnica consideram o desempenho satisfatório, quando são analisados alguns fatores que deixaram o time longe dos playoffs. O primeiro seria a falta de entrosamento da equipe, que foi montada em parcelas, expressão utilizada pelo técnico Ênio Vecchi. Depois do desmanche da equipe no segundo semestre de 2001, a diretoria montou um time e foi reforçando o elenco de acordo com as viabilidades financeiras.
O segundo seria algumas contusões que deixaram dois jogadores titulares Alê e Leandro Salgueiro fora de alguns jogos-chaves para a classificação. O episódio mais lamentado pela diretoria, no entanto, foi a frustrada contratação do ala argentino Roberto Gabini. O jogador chegou para melhorar a qualidade do time, treinou, acompanhou o fracasso da regularização de sua documentação e foi embora sem jogar uma partida sequer.
A ausência de Gabini acabou realmente fazendo a diferença. Em algumas partidas capitais para garantir a vaga, o time se ressentiu de um jogador que assumisse a responsabilidade e decidisse nos momentos mais difíceis. A inacreditável vitória do Flamengo nos segundos finais, no Ginásio Moringão, é o melhor exemplo da inconstância do time.
A série de lamentações, no entanto, já começa a ser apagada da memória da equipe. Os cartolas do Londrina Basquete Clube comemoram o sucesso da criação da 1ª Copa Sul-Minas, que começa em agosto, e contará com a participação das seis melhores equipes do País fora do eixo Rio-São Paulo. A diretoria dos seis clubes Londrina, Uberlândia, Ajax, Minas, Brusque (SC) e Corinthians (RS) aguardam uma resposta da CBB sobre a regulamentação da inédita competição.


