Londrina continua no cenário nacional de basquete
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quinta-feira, 13 de outubro de 2005
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Londrina terá mesmo uma equipe no Campeonato Nacional de Basquete de 2006 da Confederação Brasileira de Basquete (CNBM 2006). A competição inicia dia 11 de dezembro e o União Londrina Basketball (ULB) será o único representante do Paraná.
A confirmação foi feita ontem pelo coordenador de comunicação da CBB no Rio de Janeiro, Luís Carlos Pinto. Ele deixou claro que a vaga no próximo Nacional não será necessariamento do campeão paranaense. ''A vaga será do ULB porque foi o único time que estava disputando o Estadual e que se inscreveu até 20 de setembro para disputar o CNBM 2006, conforme prevê o regulamento criado pela comissão executiva do campeonato'', enfatizou Pinto.
O assessor da confederação disse que ''mesmo que o campeão paranaense seja o São José dos Pinhais ou o Maringá Basquete, e o ULB termine em quinto lugar, a vaga será da equipe de Londrina'', porque os outros dois não se inscreveram no Nacional. ''São José dos Pinhais e Maringá participarão da Nossa Liga (NLB) e queremos que sejam felizes nesta competição. Mas no nosso campeonato não terão vez'', frisou o assessor.
O Nacional de 2006 teve 27 equipes inscritas, mas apenas 20 confirmaram presença. O formato da competição ainda não está definido, mas deverá ter dois grupos de dez times, jogando entre si em turno e returno.
O treinador e também vice-presidente do ULB, José Henrique Saviani, comemorou a inclusão da equipe no ''campeonato oficial da CBB'', porque permitirá que Londrina continue no cenário nacional do basquete. ''Dessa forma, a confederação privilegiou a cidade, que sempre levou grandes públicos ao Ginásio Moringão''.
Saviani defende que o pensamento de toda a cidade agora seja ajudar a equipe ''para não deixar o basquete de Londrina morrer''. ''As empresas daqui precisam entender que o basquete é um patrimônio da cidade e não do Saviani ou do Ênio Vecchi'', afirmou.
Apesar de ''agradecer'' à CBB pela vaga, Saviani criticou a entidade por reservar apenas uma vaga para os estados menos expressivos no cenário nacional, como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. ''Acho absurdo priorizar apenas o campeão, porque há mais umas dez equipes nestes estados com orçamentos entre R$ 30 e R$ 40 mil e que ficam sem poder competir por causa desse monopólio da vaga'', protestou o técnico do ULB.
Neste sentido, Saviani disse que a Nossa Liga é bem-vinda porque ''quebrará o monopólio da CBB e será uma alternativa a mais às equipes e aos municípios, aumentando o mercado de trabalho de jogadores e técnicos''.


