Londrina começa a discutir as dívidas
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quarta-feira, 29 de outubro de 1997
Flávio Campos 
Josoé de CarvalhoReunião de credoresUm aspecto da agitada reunião de ontem à noite. Dirigentes da SAL receberam cerca de setenta pessoas
A discussão das dívidas do Londrina está finalmente aberta. Os dirigentes da SAL começaram a discutir, ontem à noite, com o grande número de credores do clube, o surgimento de uma fórmula capaz de sanear as finanças do Tubarão e impedir o seu desaparecimento. De um lado, representando a SAL, Marcos Alexandre Domingues, Célio Guergoletto, Mauro Viotto, Fábio Scaff e Onéssimo Francisco de Assis. Do outro, cerca de 70 pessoas, entre credores diretos, advogados e representantes. Na mesa central, uma ausência sentida: a do presidente do Londrina Esporte Clube, Péricles Danielides. Presente apenas o advogado do clube, Oswaldo Cestari Junior.
Entre os credores que compareceram, alguns nomes bastante conhecidos: os jogadores Alexandre e Alaor; o fisicultor José Carlos Venturini; o ex-supervisor Aldivino Generoso; o ex-administrador Adirley Pio Nonino; o ex-tesoureiro do clube José Carlos Barioni; o ex-massagista Ditão; o fisicultor Billy, representando 18 funcionários demitidos na gestão de Marcelo Caldarelli; o presidente da Liga de Futebol de Londrina, Sergio Soares, e o diretor Amilton Fortes (Chumbinho), que tentam receber as taxas de arbitragens não pagas; o ex-roupeiro Bernardo, funcionário mais antigo do clube; Antônio Carlos Silva, representante da Maracaju Veículos, provavelmente o maior credor do Londrina, com uma dívida cujo valor original era de R$ 110 mil em 1995, referente a compra de oito automóveis que foram distribuidos em bingos do Tubarão; e cerca de uma dúzia de advogados, representando um total de aproximadamente 50 credores do clube.
Os dirigentes da SAL explicaram sua proposta, que é de pagar parceladamente todos os débitos. Para tanto, a SAL vai destinar R$ 10 mil mensais e 50 por cento do que for arrecadado daqui para a frente com a venda de qualquer jogador do clube. A campanha Sócio Torcedor, que está sendo contratada, também deverá proporcionar uma parcela mensal. Mas os credores acharam muito pequena esta verba mensal de R$ 10 mil, e também não gostaram da idéia de retirarem as ações que estão em andamento, preferindo apenas suspender a execução das mesmas. De qualquer forma ficou claro que a boa vontade é geral, e o acerto pode se concretizar, após negociações individuais que começam a acontecer a partir de hoje.


