Londrina Basquete ameaça abandonar a Copa Sul Minas
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quinta-feira, 01 de agosto de 2002
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Os problemas financeiros e algumas alterações no formato da competição podem deixar o Londrina/Sercomtel fora da 1 Copa Sul-Minas de Basquete Masculino. Mesmo sendo a grande idealizadora do torneio, a diretoria do Londrina Basquete Clube (LBC) ameaça promover o boicote por descordar da divisão regional da competição. Na próxima terça-feira haverá uma reunião para decidir o problema.
Segundo dirigentes, o lobby do grupo educacional Universo, patrocinador de quatro equipes do eixo Minas-Goiás, surtiu efeito e dividiu o torneio em dois grupos. Um deles no Sul, com Londrina, Brusque, Umuarama e Lajes, e outro no eixo, com quatro equipes do grupo. ''Ficou bem melhor para eles e pior para nós. Com as mudanças no formato, nosso grupo ficou mais fraco tecnicamente e comercialmente. Embora os custos com as viagens sejam menores, não vamos arrecadar com bilheteria'', avaliou o diretor técnico Gilberto Nezslinger.
Nezslinger admitiu que se sente de certo modo frustrado com o possível abandono, já que a iniciativa de criar a Sul-Minas partiu do LBC. ''A frustração existe, mas temos que aprender a conviver com essas coisas. Infelizmente no esporte quem tem mais dinheiro pode mais. A Copa ficou melhor para eles'', disse, referindo-se às influências do grupo educacional.
A falta de dinheiro também vem sendo levada em consideração. A diretoria vai estudar se não terá prejuízo em participar do torneio. No último Nacional, o clube tinha uma folha de pagamentos de quase R$ 80 mil, mas reformulou o elenco e adotou a política do bom e barato. A folha dos novos jogadores é bem menor, gira em torno de R$ 25 mil. ''Na minha opinião a Sul-Minas será deficitária, prefiro promover amistosos contra equipes mais fortes que acredito que sairá mais barato'', disse o dirigente.
A equipe vive atualmente um infeliz período e precisa se contentar com metade da verba dos patrocinadores responsáveis pela manutenção do clube. Os recursos vindos da telefônica Sercomtel e do Consórcio União (lei de incentivo) caem 50% no segundo semestre em virtude da escassez de competições. A Folha apurou que o LBC teve de lançar mão de um empréstimo bancário para pagar salários atrasados do antigo time.


