Londrina avisa: não há dinheiro para salários
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segunda-feira, 25 de setembro de 2000
Claudemir Scalone De Londrina 
Os jogadores do Londrina voltam aos treinos hoje e mais uma vez serão informados de que não há dinheiro para pagar os salários atrasados. O elenco fez greve na sexta-feira devido ao atraso no pagamento e só jogou no domingo após o coordenador-geral do clube, Célio Guergoletto, prometer que tentaria conseguir algum dinheiro para eles. A grave situação financeira do clube provocou o pedido de demissão do técnico Wanderley Paiva. Ele deixou o cargo após a derrota do time para o Marcílio Dias (1 a 0), domingo, no VGD. Resta saber se, sem dinheiro, o elenco irá aceitar viajar até Florianópolis, onde a equipe deve enfrentar o Avaí amanhã.
Eles (jogadores) estão parados faz tempo e não vêm jogando nada. Estou tranquilo que eles vão jogar, afirmou o gerente de futebol Ciro Antônio Rios, um dos parceiros do clube. Rios insistiu que o atraso do pagamento é mais uma desculpa arranjada pelo elenco. O dirigente mantém firme o discurso de só acertar o pagamento após o dia 7, quando encerra a participação do Londrina no Módulo Amarelo da Copa João Havelange.
Eles estão acostumados a jogar em time que dá calote, mas da nossa parte não vai haver isso. Primeiro, botaram desculpa na comida e o técnico foi lá e provou que a comida era boa. Ficou provado, no domingo, que está faltando mesmo é bola pra eles, criticou Rios.
Guergoletto, por sua vez, lamentou a dificuldade em conseguir ajuda da cidade com a péssima campanha do time. Ele informou que estará hoje de manhã no VGD para conversar com os jogadores e convencê-los a viajar a Florianópolis. Até o começo da noite de ontem ele ainda não havia conseguido dinheiro para dar como vale aos jogadores.
O coordenador garantiu ainda que até o meio-dia de hoje o clube irá depositar na Federação Paranaense de Futebol os R$ 8.443,68 referentes à taxa de arbitragem dos jogos contra o Brasil-RS e Marcílio Dias. O não pagamento das taxas pode excluir o time da Copa JH, segundo prevê o regulamento.
O preparador de goleiros, Dino Camargo, deve comandar o Londrina nos três jogos restantes do Módulo Amarelo. O cargo não será novidade para Dino. Ele já dirigiu o time em duas partidas após a demissão de Fantick auxiliar e substituto do técnico Valter Ferreira. Empatou com o União São João (1 a 1), no VGD, e foi goleado pelo Botafogo (5 a 0), em Ribeirão Preto. Dino é uma espécie de faz-tudo. Em Ribeirão Preto, chegou a acumular três funções: técnico, preparador físico e de goleiros. O campeonato está acabando e gastar com alguém agora é desnecessário, justificou Ciro Rios.
Paraná Clube A derrota para o Bragantino por 1 a 0, no domingo, fará com que o técnico Geninho modifique o Paraná Clube para a partida contra o Caxias, amanhã, às 20 horas, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul. A definição da equipe ocorre hoje, às 11 horas, num coletivo no Estádio Durival de Britto e Silva.
Ronaldo Alfredo pode perder a posição para Frédson. Geninho quer dar maior poder de marcação ao meio-de-campo, para segurar os dois meias do time gaúcho, que atuam como atacantes. O Caxias tem 18 pontos, está em 10º lugar, e precisa da vitória para se classificar à próxima fase.
Ontem, Geninho continuou chorando o revés de domingo. Se o Paraná tivesse vencido estaríamos com uma vantagem de sete pontos sobre o quarto colocado. Agora, vamos ter que jogar com o regulamento na mão. Calculando o número de pontos para o tricolor se classificar à próxima fase.
Outra preocupação dos paranistas é com relação à arbitragem em Caxias do Sul. A Comissão de Arbitragem da CBF escalou o árbitro catarinense Giuliano Bozzano. O próximo adversário do Paraná é o Figueirense-SC.
(Colaborou a sucursal de Curitiba)


