Além do meia Eraldo, que o Londrina contratou anteontem, o clube vai apresentar hoje o lateral esquerdo Lelis, que o Mogi Mirim havia emprestado ao São José. Eraldo também pertence ao Mogi. Os dois jogadores, de 26 anos, eram esperados ontem à noite na cidade. O técnico Paulo Comelli disse que obteve boas informações de ambos. Segundo ele, o treinador José Carlos Serrão, do Mogi, elogiou as qualidades de Eraldo, que atua no meio-campo tanto pela direita quanto pela esquerda. Comelli contou que Lelis é um lateral eficiente no apoio e na marcação. ‘‘Me falaram bem dele. Acredito que ele será útil ao meu esquema.’’
A vinda de Eraldo pode ter sido o motivo do aparente desinteresse do Londrina em renovar o contrato de Nelsinho. Anteontem, o acordo estava praticamente definido. O meia-atacante reapareceu ontem no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) para avisar ao supervisor Lico que aceitaria a proposta oficializada anteontem. No entanto, Lico sugeriu que ele aguardasse ‘um pouco mais’. Meio sem graça, Nelsinho ouviu tudo e nada respondeu.
Ainda assim, Nelsinho se juntou ao grupo para participar de corridas e de exercícios no Zerão. Na volta, admitiu que havia ‘algo estranho no ar’. Anteontem, ele declarou, em entrevistas, que ‘estava chateado’ porque o ignoraram no início da pré-temporada para a Série A-2 do Paranaense. ‘‘Achei que era um desrespeito ao meu passado em defesa da camisa do Londrina. Se encararam isso como crítica, paciência. Deus escreve certo e sabe onde eu devo seguir minha carreira’’, comentou o jogador.
O vice-presidente de futebol Célio Guergoletto atribui o impasse ao próprio Nelsinho, que, segundo ele, recusou a primeira proposta do clube. O dirigente deu a entender que o empréstimo de Eraldo pode impedir o retorno do baixinho. ‘‘Nosso limite de gastos não deve ultrapassar R$ 60 mil, incluindo as categorias de base e os funcionários administrativos. Temos custos de R$ 35 mil previstos para o futebol’’, diz Guergoletto.
Guergoletto ainda avisou que ‘cada novo reforço corresponderá a uma dispensa’, deixando bem claro que haverá duas dispensas provavelmente hoje. ‘‘Não podemos negar uma coisa: aqueles que não agradaram vão embora. Agora, é o momento de reposições que fortaleçam nossa equipe.’’
Já o meia Humberto recebeu um recado da comissão técnica: só volta a treinar e jogar no instante em que estiver totalmente recuperado de duas contusões (fortes dores no joelho e pancada na tíbia) que o prejudicaram nas duas primeiras partidas da primeira fase da Segundona Paranaense (Arapongas e Portuguesa).
Comelli, o preparador-físico José Carlos Venturini, o supervisor Lico e o diretor de futebol Dorival Pagani se reuniram ontem para discutir a situação de Humberto. O meia reconheceu que não poderia se expor a riscos maiores. ‘‘Fui pro sacrifício e me ralei. Não posso exagerar tanto. Gostaria de ajudar meus companheiros, mas a minha carreira está em jogo’’, explicou Humberto, que tentará participar do coletivo de sexta-feira. Se estiver recuperado, ele atuará na rodada de domingo, em Cornélio Procópio, diante do Comercial.
Comelli pretende alterar o time que empatou em 2 a 2 com a Lusa, domingo, mas não dá maiores detalhes. Eraldo e Lelis devem estrear. Dão, que estava suspenso, seria uma das alternativas para o ataque, mas Comelli acha que Aléssio e Alex já começam a se entender nas jogadas de área.
Aléssio, aliás, afirmou que as constantes mudanças o atrapalham na frente. ‘‘Antes, meu companheiro era o Joel, que saiu. Depois, era o Dão... Em seguida, o Alex, que joga uma bola redondinha. Vamos nos entrosar ainda mais na sequência do campeonato’’, afirma Aléssio, que aposta na classificação da equipe.

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