Cláudio Osti
De Londrina
A diretoria do Londrina ficou irritada com a derrota de 3 a 0, anteontem à noite, para o Ceará, em Fortaleza. Ontem à noite, o coordenador-geral do clube, Célio Guergoletto, iria participar de uma reunião com o presidente do Conselho Deliberativo, Antonio Amaral, para decidir o que fazer. Segundo Guergoletto, futebol é feito de motivação e o Londrina está precisando de uma ‘‘chacoalhada’’. ‘‘Se tem jogador fazendo corpo mole, teremos que tomar alguma previdência.’’
O resultado negativo também abalou os jogadores. O goleiro Renato era um dos mais decepcionados: ‘‘Buscamos o gol desde o início e eles se aproveitavam e vinham no contra-ataque. Foram bolas rápidas e não deu para evitar os gols. O que deixa chateado é o jeito que tomamos os gols. Eles foram feitos a partir de jogadas de bola parada. Fomos mortos pelas nossas próprias armas.’’
Desde que iniciou o Campeonato Brasileiro da Série B, a diretoria do Londrina vem batendo na tecla de que o primeiro objetivo da equipe é não cair para a terceira divisão.
O problema é que a equipe vem alternando apresentações razoáveis com outras muito ruins. E isso tem puxado o Londrina para o grupo dos ‘‘desesperados’’. Este ano seis clubes vão cair para a Série C.
A possibilidade de classificação entre os oito clubes que irão participar dos playoffs está cada vez mais longe. E é a matemática que explica. Dos seis jogos disputados fora de casa, o Londrina perdeu quatro e empatou dois. Ou seja: disputou 18 pontos e conquistou apenas dois. Em casa venceu quatro, empatou uma e perdeu outra. O resultado é que o Londrina amarga o 13º lugar na tabela, com apenas 15 pontos em 12 jogos.
‘‘Estive fazendo as contas e só tem seis equipes em pior situação que a nossa. Temos que encontrar uma forma de motivar os jogadores’’, comentou Guergoletto. Segundo ele, existe até a possibilidade do grupo sofrer baixas.
A única boa notícia ontem foi que a Câmara de Vereadores prorrogou, por mais 10 anos, o uso do Estádio VGD pelo Tubarão.

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