No rosto dos jogadores e da Comissão Técnica do Londrina é visível o desânimo. A derrota para o Paraná deixou a possibilidade de classificação bem mais longe. Para chegar às semifinais, o Londrina precisa vencer as partidas contra o Malutrom nesta quinta-feira em São José dos Pinhais e Coritiba, domingo, em Curitiba. Além disso precisa torcer para que o Paraná empate ou vença o Coxa amanhã.
Mas não é só, precisa rezar uma missa pedindo proteção contra a arbitragem. Desde o início da competição o Londrina vem sendo prejudicado. No domingo não foi diferente. O árbitro José Francisco de Oliveira não deu um pênalti claro no atacante Vagner que foi derrubado por trás dentro da área em frente ao árbitro. Os jogadores do Londrina reclamaram e ele expulsou o volante Cerezo. Pouco depois o zagueiro Milton do Ó deu um tapa no rosto do atacante Tadashi na frente de um dos bandeirinhas. Oliveira ignorou a agressão e ainda expulsou o técnico Val de Mello e o preparador físico Billy que cobraram o árbitro.
‘‘Olha, eu não costumo reclamar da arbitragem, mas está demais. Fomos prejudicados na primeira fase, contra o Francisco Beltrão, Malutrom, Operário e Coritiba. Nesta, tivemos problemas de arbitragem de novo contra o Coritiba e agora contra o Paranᒒ, disse Val de Mello.
Apesar de todos os problemas, inclusive financeiro – até ontem no final da tarde o salário de março ainda não havia sido pago –, os jogadores ainda tentam manter a esperança. ‘‘Matematicamente ainda temos chances. Se o Paraná ganhar do Coritiba ainda há uma esperança’’, comentou o atacante Tadashi.
Para o jogo contra o Malutrom, Val de Mello não poderá contar com Cerezo (expulso) e Vagner (terceiro cartão amarelo). Devem entrar Márcio Paulino e Renato Brasília.

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