Londrina ainda chora o pênalti perdido
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segunda-feira, 21 de abril de 1997
Flávio Campos 
Josoé de CarvalhoFazer o quê?O atacante Maurício: seu erro impediu a vitória contra o Iguaçu.Não se pode tirar o mérito do goleiro Não se pode tirar o mérito do goleiro. Chutei forte e no canto, mas ele adivinhou onde a bola iria e pegou. Fazer o quê?, tentou explicar o experiente Maurício, depois do jogo de domingo em União da Vitória. Seus companheiros, bem como o técnico Varlei de Carvalho, ainda tentaram ajudar, exaltando as qualidades de Dida, o bom arqueiro do Iguaçu, que defendeu o pênalti que poderia ter levado o Londrina à vitória. Mas Varlei acabou admitindo que não se pode errar um pênalti aos 45 minutos do segundo tempo. O jogo estava acabado. Era fazer o gol e vir embora para casa com os três pontos. E ontem, 24 horas depois da partida, os torcedores londrinenses continuavam chorando o erro de Maurício, que, apesar da boa atuação, vai precisar se reabilitar nos próximos jogos, para ser perdoado pela torcida.
Varlei não gostou do resultado, mas teve os seus motivos para manter a tranquilidade: Pelo menos, mantive o tabu de nunca haver perdido num jogo de estréia. E o nosso segundo tempo foi bom, com o time tocando bem a bola e criando oportunidades de gol. Os próprios jogadores me disseram que esta foi a melhor partida do Londrina, no aspecto tático. Acho que no próximo jogo - domingo em Telêmaco Borba, contra o Mixto Bordô - já será muito melhor. Logo, logo, o Londrina estará jogando um bom futebol.
Na verdade, o ponto ganho em União da Vitória tem um significado muito menor do que os dois pontos perdidos na partida. O Londrina tinha a obrigação de vencer, porque enfrentou um time que, segundo os seus dirigentes, tem uma folha de pagamento total de apenas R$ 5.600,00 (só o Maurício ganha mais do isto, mensalmente), e tinha apenas 13 jogadores para enfrentar o Tubarão, ficando com um goleiro e mais um jogador (Kiko, que acabou entrando na lateral-direita) na suplência. E mais: Léo jogou com uma costela quebrada, e o gordo Luisinho entrou em campo com estiramento muscular. Um empate com adversário nestas condições não pode mesmo ser festejado.
Ontem houve folga geral para o elenco londrinense. A longa e cansativa viagem (530 quilômetros) de União da Vitória a Londrina só terminou por volta das três e meia da manhã de ontem. E o técnico Varlei ainda viajou um pouco mais, até Bauru, para passar o feriado com a família. Hoje cedo, ele estará de volta, para comandar a reapresentação, às 8 horas no VGD.
O time para jogar em Telêmaco Borba terá mudanças. Depois de cumprir quatro jogos de suspensão, o zagueiro Marcelo Souza, capitão do time, volta à equipe. Seu retorno já está confirmado por Varlei, que pretende alterar outros setores. O junior Edmar, que estreou muito bem na quarta-zaga, poderá ser testado na lateral-esquerda, porque André, que já não estava jogando bem, ainda saiu contundido no primeiro tempo do jogo de anteontem. Outra mudança deve ocorrer na meia-cancha: Sid, muito elogiado por Varlei, está cotado para entrar no lugar de Nelsinho, em má fase. Mas o retorno de Edilson, que cumpriu suspensão no domingo, não está confirmado, porque Hermes e Luis Gustavo tiveram ótima atuação contra o Iguaçu.
Por outro lado, o presidente da SAL, Marcos Alexandre Domingues, estará em Curitiba, hoje, para reunir-se com o prefeito Antonio Belinati e o presidente da Federação Paranaense de Futebol, acertando detalhes sobre a participação do Tubarão no Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. Os três vão ao Rio de Janeiro amanhã, para participar do Arbitral que definirá todas as regras da Segundona Nacional. Na CBF, Belinati vai tentar confirmar também a vinda da Seleção Brasileira a Londrina, para um amistoso, ainda este ano.
Mas antes de viajar para o Rio, Belinati e Marcos Alexandre terão uma reunião com a direção da Antarctica, em Curitiba, para acertar detalhes de uma possível parceria para a reforma do Estádio do Café e a transformação do Estádio Vitorino Gonçalves Dias num moderno centro de treinamento.


