Londrina aguarda decisão de Belinati
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domingo, 18 de janeiro de 1998
Mauricio Della Barba 
Arquivo FolhaCriseSem dinheiro não há time, e sem time não existe o porquê da SAL, lamenta Célio GuergolettoA situação do time de futebol do Londrina continua complicada. Depois de declarar a disposição de deixar os cargos, os diretores da SAL (Sociedade Amigos do Londrina), ainda não descobriram um meio para que o clube dispute o Campeonato Paranaense. Nossa posição está inalterada. A não ser que o Prefeito mude de opinião, não há como ter um time sem dinheiro, e se não existe time não temos o porquê da SAL , explica um dos diretores, Célio Guergoletto.
Segundo Guergoletto, o Londrina precisaria de mais R$ 40 mil por mês para disputar o Campeonato. Este dinheiro, deveria vir da Prefeitura, o que ainda não está certo.
De acordo com Guergoletto, Belinati alega não poder repassar o dinheiro por causa de uma ação civil pública proposta pelo promotor especial de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti. A Promotoria pede a devolução de R$ 12.554,73, referente ao dinheiro dado ao Tubarão em 1992 para premiar os jogadores. Na ocasião, a prefeitura não encaminhou projeto de lei pedindo a aprovação da Câmara e repassou o recurso, de acordo com a ação, de forma dissimulada, sob a justificativa de um contrato de publicidade inexistente. A doação do dinheiro foi considerada ilegal e lesiva aos cofres públicos.Hoje existe um projeto aprovado pela Câmara, em junho de 1997, em que a Ametur deveria repassar à SAL cerca de R$ 70 mil mensalmente. Hoje é lei. Não é ilegal., salienta Guergoletto.
A reportagem da Folha tentou entrar em contato com o Prefeito Antonio Belinatti, que está em férias, mas até o fechamento desta edição não houve retorno à ligação.
A situação terá desfecho amanhã, pois é a data máxima para a inclusão dos times que participarão do Campeonato Estadual.


