Oito pontos em quatro jogos. Os números atestam a evolução técnica do Londrina nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro da Série B. Entretanto, o fantasma que ronda o clube nos últimos anos - a insolvência financeira - continua assustando os dirigentes, que agora não entendem o cenário de arquibancadas vazias que vem caracterizando os jogos da equipe em casa. No Campeonato Paranaense, nos sete primeiros jogos, pagaram ingresso no Estádio do Café 22.990 torcedores, três vezes mais do que na atual campanha.
No sábado, contra o Caxias, vice-líder da competição, foram apenas 1.044 pagantes. O prejuízo: pouco mais de R$ 2 mil, descartando gastos com hospedagem e alimentação dos jogadores.
Na soma de todos os pagantes nos sete jogos no Café no campeonato, o público alcança apenas 6.593, média inferior a mil pagantes por partida.
''Não dá para fazer futebol desta maneira. Só conseguimos um patrocinador e nada mais. As promoções para trazer público ao estádio estão aí, não há mais o que fazer. É desolador'', desabafou Iran Campos, presidente do Londrina Júnior Team (LJT) e homem-forte do futebol do Tubarão.
''Os prejuízos estão sendo cobertos com empréstimos bancários com juros altos. Não há solução financeira para o Londrina sem a venda de dois atletas no final do campeonato'', prevê.
De acordo com Jurandir Barrozo, diretor da LJT que também é membro da comissão de apoio do LEC, os prejuízos no campeonato ultrapassam R$ 140 mil. ''Isto só será recuperado com o Londrina chegando à final'', afirmou, acreditando na reação da equipe na tabela. Barrozo lembra que para entrar em campo sem prejuízos, a arrecadação de uma partida na Série B deve ser de, no mínimo, de R$ 20 mil.

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