Seguindo um modelo que vem dando certo no Rio de Janeiro, a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) quer inovar na cidade com a criação de pequenas quadras de streetball. Modalidade muito disseminada nos Estados Unidos, onde se encontra uma tabela de basquete em cada praça, o streetball é a alternativa mais barata para tornar o basquete acessível às populações de baixa renda. ''É uma modalidade tão simples que dispensa até treinador, já que os garotos aprendem sozinhos os dribles e as jogadas, bastando observar os colegas na quadra'', comenta o idealizador do projeto em Londrina, Luiz Vargas Prudêncio, diretor-administrativo da FEL.
O streetball funciona basicamente como uma partida de basquete jogada em meia-quadra. Com algumas regras próprias e supervalorizando as exibições e jogadas individuais, a modalidade é associada à dança do hip-hop, ritmo que contagia os adolescentes na periferia e que toca enquanto a bola rola na quadra. No Rio de Janeiro, legiões de jovens se reúnem em áreas públicas para brincar e jogar streetball ao som deste ritmo norte-americano.
O princípio que norteou a Fundação de Esportes a projetar pequenas quadras de streetball em Londrina foi em primeiro lugar a economia. ''Ao invés de gastarmos com duas tabelas e a manutenção de uma quadra grande, colocaremos apenas uma tabela de ferro e os garotos poderão jogar numa pequena área de cimento, pouco maior que o garrafão'', explica Prudêncio. Este ano serão instaladas quatro destas tabelas, algumas em locais ainda não definidos. Os três mais prováveis são o Zerão, a quadra do Bosque e a da Vila Fraternidade (Zona Leste).
A Fundação de Esportes está recebendo sugestões dos líderes dos bairros. Os que se mostrarem mais interessados em receber as tabelas serão atendidos em primeiro lugar. ''O que queremos é que a garotada passe a praticar mais o basquete e pegue gosto pelo esporte. Fora isso, será uma oportunidade a mais para se reunirem em grupo, o que é característico desta fase da adolescência'', diz Prudêncio.
Resistentes Para 2006, a meta é instalar mais dez tabelas. ''O importante é que sejam em áreas públicas, para que todos possam jogar. E precisam ser em locais movimentados para evitar o vandalismo'', acrescenta o diretor da autarquia. Segundo Prudêncio, a FEL encomendou tabelas de ferro, feitas em serralheria, mais resistentes que as de madeira.
A tabela do streetball é um pouco menor que a de basquete mede 1m10 x 0,75cm contra 1m80 x 1m05 da medida oficial e os suportes serão de cano galvanizado (mesmo material utilizado para sustentar semáforos). As redinhas das cestas, ao contrário das normais, que são de barbante, serão de correntes (metálicas), assim como no streetball americano. As mesmas estruturas de ferro serão instaladas nas quadras do distrito de Lerroville e do Patrimônio Selva.
Prudêncio está sendo assessorado no projeto pelo do Canadá Country Club, Vilmar Causs, o Mazinho, que comanda as equipes de basquete de Londrina nos JAPs e nos Jojup's.

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