Muita gente não sabe mas em Londrina existem grupos que levam a sério as modalidades de BMX e, inclusive, representam bem a cidade em competições significativas, como os X-Games. Conheça um pouco mais dessas modalidades.
Dirt Jump
O dirt jump consiste, basicamente, em manobras ousadas através de saltos sobre rampas de terra. De acordo com Carlos Eduardo Vendrameto, o ''Dudu da bike'', Londrina é considerada entre os praticantes de todo o Brasil como ''a capital brasileira de dirt jump''. Isso porque, juntamente com Fábio 'Aranha', Gleison Gonçalves e Juliano Gomes dos Santos, Dudu faz parte dos londrinenses que integram a elite nacional da modalidade.
Street
No street, os bikers usam estruturas urbanas ou pistas específicas para realizar manobras. Diferente do freestyle, essa modalidade também explora a habilidade do ciclista em saltos. Quem pratica dirt jump normalmente também testa sua técnica em street e vice-versa.
Vertical
O vert, como é mais conhecido, visa a conclusão de manobras complexas sobre uma rampa bastante semelhante às usadas para skate. O praticante dessa modalidade é obrigado a usar a velocidade das decidas para, durante os saltos, combinar movimentos da bicicleta e do corpo com o objetivo de completar a manobra, como um giro no ar, por exemplo.
Flatland (Freestyle)
Nenhuma outra modalidade requer tantos movimentos do corpo quanto o flatland. O praticante é obrigado a se equilibrar sobre a bicicleta e usá-la para fazer giros, saltos com o corpo, e acrobacias sem colocar os pés no chão. Alcindo Alegria Costa, o Babalu o único que vive profissionalmente na cidade com uma modalidade BMX , afirma que no freestyle a performance é tão importante quanto a técnica. ''É uma modalidade que dá para utilizar como show, como eu faço'', diz. Ele também afirma que a complexidade do freestyle acaba afastando os praticantes. ''É muito difícil realizar as acrobacias e exige muito treino. Muita gente começa mas acaba desistindo'', revela.
Bicicross
O bicicross é a mais conhecida das modalidades BMX e também a mais completa. Conhecida entre os adeptos como racing, o bicicross exige as habilidades de saltos e manobras no ar do dirt jump com a técnica do flatland para a corrida. Segundo Jean Marcello dos Santos, que é vice-campeão paranaense e treina há 21 anos, a grande diferença é que o bicicross é a modalidade que mais se aproxima dos esportes olímpicos. ''Para praticar bicicross não é necessário um treinamento tão árduo quanto o ciclismo ou mountain bike. Mas é preciso prática diária e cuidados com o corpo para poder ter uma boa explosão durante a corrida, já que é um esporte anaeróbico'', explica.
Downhill e Freeride
As modalidades misturam BMX com a prática de mountain bike. ''É o representante de esportes radicais da mountain bike'', explica José Ricardo de Carvalho, que resolveu unir a explosão dos esportes radicais com a resistência necessária para fazer trilhas. O downhill consiste na descida de um morro ou montanha com obstáculos naturais. Para isso, o praticante precisa unir a técnica para avançar sobre as barreiras com velocidade. O freeride é bem semelhante mas em outros tipos de terrenos. O londrinense Robson Almeida dos Santos, o Urubu, é bicampeão do desafio internacional de downhill e atualmente mora em Michigan (EUA), onde treina e compete.
Para os interessados em conhecer ou praticar Dirt Jump, Vertical ou Street, Gleison e Aranha estão à disposição no telefone (43) 3338-0868. Já para quem gosta mais das manobras de freestyle, Babalu pode ser encontrado pelo telefone (43) 9993-5559. O projeto para iniciação com escolinhas de bicicross deve começar em agosto, mas quem quiser conhecer mais pode ligar para Jean Marcello no telefone (43) 3327-6295. O downhill é praticado em Londrina na Fazenda Tales, sudeste do município, e quem quiser saber mais é só ligar para José Ricardo de Carvalho, no telefone (43) 3327-6295. (C.Y.)

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