'Lobby' europeu quer tirar de Sydney jogadores acima de 23
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quinta-feira, 13 de julho de 2000
Rogério Fischer Enviado a Foz do Iguaçu 
A Europa deflagrou um movimento para evitar que as seleções e os principais clubes do continente fiquem desfalcados nas disputas das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002 e na Liga dos Campeões.
O objetivo segundo a Folha apurou junto a uma fonte no Rio de Janeiro é convencer as federações nacionais a não convocar para os Jogos Olímpicos de Sydney jogadores com idade acima de 23 anos.
Um acordo entre o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Fifa, entidade que comanda o futebol mundial, permite que até três jogadores mais velhos integrem as seleções que disputam a modalidade de futebol em Olimpíadas.
O lobby tem motivo e endereço claros: o período de realização da Olimpíada de Sydney 15 de setembro a primeiro de outubro coincide com o início das principais competições européias.
As Eliminatórias européias para o próximo Mundial começam no dia 3 de setembro. O Campeonato Italiano, no dia 10. O Espanhol, dia 17. O Inglês, na última semana de agosto. A fase mais decisiva da Liga dos Campeões também coincidirá com o período da Olimpíada. Na rodada dos dias 2 e 27 de setembro, por exemplo, estarão em campo Real Madrid, Barcelona, Deportivo La Coruña, Valencia, Inter, Juventus, Lazio, Milan e oito grandes clubes ingleses e alemães.
Centenas dos principais jogadores sul-americanos e africanos são destaques dos principais clubes do continente. Brasil, Chile, África do Sul, Camarões, Marrocos e Nigéria (leia texto ao lado) estarão em Sydney.
A Uefa manifestou a preocupação com a convocação de jogadores mais velhos para a Olimpíada aos seus filiados no início deste ano. Em abril, Fifa e COI deram liberdade às federações nacionais para negociar a não convocação dos atletas acima de 23 anos.
Das principais federações européias, apenas as da Eslováquia e da República Tcheca países classificados para Sydney mantiveram silêncio sobre a proposta; as demais concordaram. A mesma fonte garante que África do Sul, Nigéria e Camarões aderiram à idéia.


