O meia-atacante Leandro Bravim está com as malas prontas para ir morar na Bélgica. O jogador, cujos direitos pertencem à Londrina Junior Team (LJT), passa por testes no Anderlecht e deve acertar com a equipe na próxima semana, seguindo os passos do atacante Agnaldo, que acertou com o clube belga após ser artilheiro da Copa São Paulo de Juniores pelo Londrina, em 94.
A notícia, que era mantida em sigilo, vazou ontem e irritou os dirigentes da empresa que coordena aas categorias de base do Londrina. A história foi confirmada pelo pai do jogador, Belino Bravim, em entrevista à Rádio Brasil Sul, ontem. ''O Leandro está na Bélgica desde segunda-feira e vai disputar um campeonato até dezembro. Depois o Londrina vai vendê-lo'', afirmou Belino, que é vereador em Maringá. O pai do garoto disse que conversou com o filho por telefone e que ele está muito à vontade na Bélgica.
O coordenador da LJT, João Severo, confirmou que o atleta está na Europa, mas apenas em fase de testes. ''Mandamos fitas de vídeo dele e de outros jogadores há vários meses e agora o Anderlecht se interessou, mandou as passagens e o convite para que ele fizesse os testes, que vão até o dia 28. Depois disso é que haverá uma definição'', explicou Severo.
Bravim, 19 anos, nasceu em Maringá e estava em Londrina desde o ano passado. Ele foi o destaque da equipe londrinense na conquista do bicampeonato dos Jogos Abertos do Paraná (JAP's) e chamou a atenção do técnico Abel Ribeiro, que o escalou na despedida do Tubarão da Série B do Brasileiro, contra o Marília, dia 25 de setembro.
Segundo o pai de Bravim, o português Benfica e o italiano Roma, além de Corinthians e Flamengo, já haviam sondado o meia-atacante.
Se concretizada a transação, quem poderá comemorar é o Londrina. Apesar de o garoto estar nos planos para a temporada 2005, o time lucraria em uma possível transferência. Como o acordo com a LJT ainda está em vigência, o Tubarão teria direito à metade do valor que o Anderlecht venha a pagar pelos direitos de Bravim.
''Como não sacramentou a dissolução do contrato, temos direito em 50% dele'', observou o presidente do Londrina. Agostinho Miguel Garrote.

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