Livro conta a vida do 'mestre' Telê Santana
Agência Estado
De São Paulo
Do mesmo modo como o ex-técnico Telê Santana (foto) encantou o planeta com a seleção brasileira de 1982, deu alegria aos são-paulinos com as duas conquistas do Mundial Interclubes, em 92 e 93, e fez o mundo do futebol chorar com seu afastamento do esporte, por problemas de saúde, em 94, a obra Fio de Esperança também tem tudo para comover os leitores.
É a opinião do autor, o jornalista André Ribeiro, da TV Cultura, que escreveu também O Diamante Eterno, biografia do ex-craque Leônidas da Silva, o inventor da bicicleta. A obra será lançada segunda-feira, a partir das 19h30, na sede da Federação Paulista de Futebol. Telê, a mulher, Ivonete, o filho, Renê, e outros sete parentes estarão em São Paulo. Jogadores, como o meia Raí e o atacante Caio, confirmaram presença. O técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo, e o do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, também devem ir.
O principal objetivo de André Ribeiro é mostrar o porquê dessa cega paixão de Telê pelo futebol. Ele conta histórias desde a época em que o mestre, como era chamado no São Paulo, era jogador do Fluminense, na década de 50, até meados dos anos 90, quando deixou de ser treinador, por problemas de saúde.
Casos dos mais interessantes, que nunca chegaram ao conhecimento do público, serão contados na obra. Um deles, por exemplo, ocorreu em 71, na véspera da final do Brasileiro, entre Atlético-MG e Botafogo.
Telê jogava uma partida de pingue-pongue com Dadá Maravilha, na concentração. Mesmo sabendo da importância da partida do dia seguinte, ele fez o atacante correr de um lado para o outro. Dadá acabou deslocando a coluna e quase desfalcou a equipe na final.
André Ribeiro ouviu mais de 50 depoimentos e passou três meses do ano passado viajando para Belo Horizonte, para encontrar Telê e conversar sobre os fatos do passado. Visitou Itabirito, interior de Minas, cidade onde nasceu Telê.
Numa das vezes, André promoveu o encontro entre Telê e Celso Matos, um amigo de infância. Telê lembrou-se do hino do Itabirense (clube pelo qual atuou antes de se profissionalizar), cantou um trecho e seus olhos ficaram cheios de lágrimas. O trecho final do hino diz: O que não podem te negar é o direito de viver.





