Kaiserslautern, Alemanha - A partida entre Itália e Austrália colocará frente a frente dois dos maiores estrategistas do futebol mundial, Marcello Lippi e Guus Hiddink. As conquistas da Itália, tricampeã mundial (1934, 1938 e 1982), e da Austrália, que só participou de uma Copa do Mundo, a de 1974 na mesma Alemanha, nada têm a ver com estes técnicos, que têm currículos muito parecidos.
  Com seus cinco títulos de campeão da Itália e da Liga dos Campeões de 1996 (com o Juventus), Lippi, de 58 anos, não tem que provar nada. Hiddink, de 59, conheceu seus mais belos triunfos em seleções, liderando a Holanda nas semifinais da Copa do Mundo da França - 1998, e a Coréia do Sul no Mundial asiático de 2002, eliminando a favorita Itália na prorrogação.
  Os australianos, com seu estilo britânico - vários de seus jogadores atuam no futebol inglês -, acreditam na dinâmica instalada por seu ‘‘mago’’ holandês. ‘‘Vai ser fantástico’’, assegura o meio-campista Harry Kewell. ‘‘Não se acreditava que íamos chegar tão longe. Muita gente nos eliminou de cara. Mas nós estávamos confiantes e não temíamos nada. Contra a Itália devemos jogar nosso futebol, sem nos preocupar com os outros’’, afirmou.
  O goleiro italiano Gianluigi Buffon, admirador de Hiddink, disse que os poderes do holandês não são ilimitados. ‘‘É um grande técnico, todos nós sabemos, e os resultados falam por ele’’, disse. ‘‘Obteve resultados históricos com equipes medíocres. Mas acredito em nossa seleção, que mudou muitas coisas em quatro anos. Temos confiança de ir adiante’’, acrescentou.
  A Itália, invicta há 21 jogos, deixou uma impressão regular na fase de grupos do Mundial. Na mente de todos está a eliminação na primeira etapa da Eurocopa de Portugal em 2004.
  Na seleção australiana há serenidade, mas nem tanto na italiana devido ao escândalo dos jogos (de resultados) arranjados no ‘‘calcio’’. Treze dos jogadores convocados vêm dos quatro clubes envolvidos neste escândalo: Juventus, Milan, Lazio e Fiorentina. (France Presse)

mockup